Operação

Wajngarten rebate áudios golpistas: "Onde há envolvimento do (ex) presidente?"

Advogado de defesa de ex-presidente Bolsonaro aponta ao Correio, ainda, que Jair Bolsonaro estava em Brasília no dia 19 de julho de 2022, data em que ConecteSUS indica que ele foi imunizado em São Paulo

Ândrea Malcher
postado em 04/05/2023 21:25 / atualizado em 04/05/2023 21:26
Ao ser questionado sobre as mensagens com teor golpista de aliados de Bolsonaro, o Wajngarten respondeu:
Ao ser questionado sobre as mensagens com teor golpista de aliados de Bolsonaro, o Wajngarten respondeu: "E onde há o envolvimento do (ex) presidente (Bolsonaro) nisso? Ele aparece nos áudios?" - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ao Correio na noite desta quinta-feira (4/5), o advogado de defesa do ex-chefe do Executivo, Fabio Wajngarten, apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tinha conhecimento da troca de mensagens entre seus aliados, Ailton Barros e Mauro Cid — que tinham o objetivo de dar um golpe de Estado, segundo áudios divulgados pela emissora CNN Brasil nesta quinta.

Ao ser questionado sobre as mensagens divulgadas pela emissora, o advogado respondeu: “E onde há o envolvimento do (ex) presidente (Bolsonaro) nisso? Ele aparece nos áudios?”.

Sobre a investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que apura um novo registro de dados falsos de vacina contra a covid-19, desta vez em 19 de julho de 2022, em uma unidade de saúde do bairro de Peruche, em São Paulo, Wajngarten afirmou que Bolsonaro estava em Brasília.

Na quarta (3/5), o advogado afirmou à imprensa que passaria a noite lendo o relatório da PF, de cerca de 200 páginas, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que só então o depoimento do ex-presidente seria marcado.

"A gente recebeu cópia do processo, faz aproximadamente 1h30, um processo de quase 200 páginas, e a gente vai virar a noite estudando capa a capa do processo. Razão pela qual, o depoimento de Bolsonaro foi adiado a pedido da defesa, tão logo a defesa tenha total ciência dos fatos e será agendado um depoimento", disse Wajngarten nesta quarta.

De acordo com o relatório da investigação, a conta do ex-presidente emitiu quatro certificados vacinais no aplicativo ConecteSUS: dois da fabricante Pfizer, em Duque de Caxias (RJ), no dia 30 de dezembro, e os outros dois registrados na capital paulista da farmacêutica Janssen.

A investigação levantou, ainda, que o lançamento do certificado de vacinação do dia 30 de dezembro veio de um celular vinculado a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Preso ontem pela PF na operação, ele teria emitido o documento duas horas antes de viajar com o ex-presidente para os Estados Unidos.

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