Redes Sociais

Oposição associa postagem de polêmica do MTST a Guilherme Boulos

Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto publicou, na Sexta-feira Santa (29/3), uma imagem com Jesus crucificado e um grupo de soldados romanos, com os dizeres "bandido bom é bandido morto"

Boulos foi alvo dos pré-candidatos à prefeitura de São Paulo, mas respondeu somente ao pré-candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), que acusou de
Boulos foi alvo dos pré-candidatos à prefeitura de São Paulo, mas respondeu somente ao pré-candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), que acusou de "distorcer o post de um movimento social e criar terrorismo moral" - (crédito: Reprodução/Instagram @guilhermeboulos.oficial e @leandropaivac)
postado em 30/03/2024 19:30 / atualizado em 30/03/2024 19:30

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) publicou, na Sexta-feira Santa (29/3), uma publicação que causou controvérsia nas redes, em que Jesus, crucificado, divide a imagem com um grupo de soldados romanos e os dizeres “bandido bom é bandido morto”. A postagem no X (antigo Twitter) acabou sendo motivo para os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo mirarem em Guilherme Boulos (PSol).

O deputado federal, que também é um dos nomes que despontam na disputa pela prefeitura da capital paulista, foi militante e uma das lideranças do MTST, mas não integra mais o movimento, apesar de a imagem ainda ser ligada ao grupo.

O candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamou o MTST de “turma do Boulos”. “Na sexta-feira Santa, ver uma postagem dessas é de cortar o coração. Um sacrilégio. Essa turma do Boulos só ataca a tudo e a todos. Estou indignado”, reclamou.

Marina Helena, pré-candidata do Novo, foi outra que citou o “MTST do Boulos”. “Logo em um dia tão importante para os cristãos, o MTST do Boulos usou a crucificação para comparar bandidos e Jesus. Como é possível alguém cogitar que esse rapaz seja prefeito de São Paulo?”, questionou ela.

O deputado Kim Kataguiri (União-SP), que é outro que busca se candidatar nas eleições municipais em outubro, repercutiu a postagem do MTST. “Guilherme Boulos busca o apoio dos evangélicos ao mesmo tempo em que seu grupelho de invasores blasfemam Jesus no dia de sua morte!”, escreveu ele.

Parlamentares bolsonaristas criticaram a postagem do movimento e também associaram a Boulos, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Carla Zambelli (PL-SP), por exemplo, chamou o posicionamento do MTST, “grupo que Boulos, pré candidato à prefeitura de SP, já coordenou”, de “nefasto”.

 

Boulos e MTST respondem

Neste sábado (30), Boulos foi às suas redes sociais e respondeu especificamente o atual prefeito de São Paulo, acusando-o de “distorcer o post de um movimento social e criar terrorismo moral”.

“Isso mostra que sua aliança com o bolsonarismo não é apenas eleitoral. É de princípio e de método. Sem contar que sua trajetória pessoal e política está longe de ser a do cristão exemplar que tenta vender. Já vimos esse filme em 2022. E a verdade prevaleceu sobre as Fake News. Será assim novamente nas eleições deste ano”, rebateu Boulos.

Já o MTST fez uma série de postagens, após a reação à imagem original, em que afirma que a “falta de interpretação da imagem e da mensagem desse post é de se impressionar” e apontou um trecho do Evangelho de Lucas que aborda a condenação de Jesus por Pôncio Pilatos.

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