Invasão

Brasil critica ação dos EUA na Venezuela e alerta para "precedente perigoso" na ONU

Representando o país no Conselho de Segurança, o embaixador Sérgio Danese afirmou que o Brasil não aceita a lógica de que objetivos políticos

Representando o país no Conselho, o embaixador Sérgio Danese afirmou que o Brasil não aceita a lógica de que objetivos políticos ou de segurança possam justificar o uso de meios considerados desproporcionais -  (crédito: Reprodução ONU)
Representando o país no Conselho, o embaixador Sérgio Danese afirmou que o Brasil não aceita a lógica de que objetivos políticos ou de segurança possam justificar o uso de meios considerados desproporcionais - (crédito: Reprodução ONU)

O Brasil voltou a criticar nesta segunda-feira (5/1), durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a ação dos Estados Unidos na Venezuela que culminou na prisão do agora presidente deposto Nicolás Maduro. Em discurso, a diplomacia brasileira afirmou que a medida fere princípios do direito internacional e pode abrir um precedente perigoso para a ordem global, especialmente na América Latina.

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Representando o país no Conselho, o embaixador Sérgio Danese afirmou que o Brasil não aceita a lógica de que objetivos políticos ou de segurança possam justificar o uso de meios considerados desproporcionais. “Não podemos aceitar que os fins justifiquem os meios”, declarou, ao defender que a proibição do uso da força contra a integridade territorial e a independência política de Estados soberanos é um pilar da ordem internacional.

Sem citar nominalmente Nicolás Maduro, o governo brasileiro adotou um tom crítico ao se referir à operação conduzida pelos Estados Unidos. Segundo Danese, a Carta das Nações Unidas admite exceções ao uso da força apenas em circunstâncias estritamente proporcionais, o que, na avaliação do Brasil, não se aplica ao caso em debate.

O posicionamento brasileiro também ressaltou a necessidade de preservar a América Latina como uma região pacífica e de evitar iniciativas unilaterais que possam agravar tensões políticas e diplomáticas. Para o Itamaraty, ações desse tipo tendem a enfraquecer mecanismos multilaterais e a confiança entre os Estados, além de estimular respostas semelhantes em outros contextos internacionais.

 

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postado em 05/01/2026 15:35 / atualizado em 05/01/2026 15:41
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