
O governo Federal exonerou Marcos de Brito Campos Júnior do cargo de diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit). A demissão foi publicada na noite de sexta-feira (9/1), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
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A saída de Marcos de Brito Campos Júnior ocorreu quase um mês após a Polícia Federal apontar suposto envolvimento dele com a fraude no Instituto Nacional de Seguro Nacional (INSS).
Para a Polícia Federal, que comanda a Operação Sem Desconto, Marcos atuava como um facilitador no esquema que apura descontos irregulares de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A corporação chegou a pedir, em 18 de dezembro, a prisão preventiva do suspeito.
Esse pedido, porém, foi negado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado determinou que Marcos usasse tornozeleira eletrônica e restringisse contato com outros investigados por fraude no INSS.
Pagamento de propina
Na operação que embasou o pedido de prisão preventiva de Marcos de Brito Campos Júnior, a Polícia Federal identificou diálogos que indicavam pagamentos de propina em dinheiro vivo, no período em que ele era superintendente do INSS no Nordeste.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Federal identificou indícios de que o diretor seria o destinatário de propina no valor do R$ 20 mil enviada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
“Bom dia. Estou em voo. Preciso de uma gentileza no modo sigiloso. O Marcos de Brito irá pegar com vc uma quantia de 20 mil reais”, escreveu por mensagem de WhatsApp. Rubens lhe pergunta se o dinheiro estava dentro do cofre. “Pegue no cofre e já deixe preparado para dar a discrição que a situação exige”, orientou o Careca do INSS, segundo informações do jornal.
Pouco depois de enviar a mensagem, ele reforça: “Coloque de maneira discreta em um envelope ou recipiente que não deixe transparecer o que é! Evitar o desconforto para ele!”
O Correio tenta contato com a defesa de Marcos de Brito para comentar a exoneração e o suposto envolvimento do ex-diretor de Administração e Finanças do Dnit na fraude do INSS e no recebimento de propina. Até o momento, não houve respostas.

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