O Congresso Nacional retoma oficialmente os trabalhos na próxima segunda-feira (2/2), em um ambiente marcado pelo avanço das investigações sobre o caso do Banco Master, pela expectativa em torno da CPMI do INSS e pelo debate sobre segurança pública. Segundo interlocutores, esses temas devem dominar a reunião de líderes da Câmara prevista para esta quarta-feira (28/1), na residência oficial do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A primeira sessão ordinária do ano está marcada para a próxima terça-feira (3), às 15h, e ocorre sob a influência direta do calendário eleitoral. O Legislativo tende a adotar maior cautela nas votações, priorizando projetos com impacto direto sobre o eleitorado, como escala 6x1, PEC da Segurança Pública e PL Antifacção.
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Propostas consideradas sensíveis ou altamente polarizadoras, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, devem ficar fora da pauta de votações neste momento. Apesar da insistência da oposição em emplacar o tema, como a recente caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que buscou reacender o debate após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a avaliação predominante é de que não há ambiente político para avançar com a matéria.
CPMI do Master
O caso Banco Master, que envolve suspeitas de irregularidades com possíveis desdobramentos políticos e institucionais, segue no centro das atenções. A expectativa é de que o tema avance tanto no campo no legislativo.
Ainda no recesso parlamentar, deputados e senadores conseguiram reunir assinaturas para a criação de três comissões parlamentares de inquérito destinadas a investigar o caso: uma CPMI, com participação de deputados e senadores; uma CPI no Senado; e outra na Câmara. A instalação dos colegiados, no entanto, depende de decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
Embora haja relatos de resistência interna à instalação das comissões, parlamentares envolvidos na articulação minimizam o cenário. Em entrevista ao Correio, publicada hoje, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que a definição sobre o tema deve ocorrer após o fim do recesso. “Até o momento, não identificamos resistência, até porque ainda estamos no recesso. Teremos esse cenário mais definido na próxima semana”, disse.
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