CPMI

CPMI do INSS ouve filho de Camisotti nesta quinta

Paulo Otávio Camisotti presta depoimento em meio às apurações sobre descontos não autorizados em benefícios previdenciários

Alfredo Gaspar, autor do pedido de quebra de sigilos de Lulinha, e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana -  (crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Alfredo Gaspar, autor do pedido de quebra de sigilos de Lulinha, e o presidente da CPMI, senador Carlos Viana - (crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve, nesta quinta-feira (26/2), Paulo Otávio Montalvão Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro do ano passado. O depoimento ocorre no âmbito das apurações sobre um suposto esquema de descontos indevidos aplicados a benefícios previdenciários.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Paulo Camisotti é investigado por possível envolvimento no esquema, embora não figure como responsável direto por movimentações financeiras. Ele é citado na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), como sócio da Rede Mais Saúde, empresa ligada ao grupo Camisotti que recebeu recursos de entidades investigadas por fraudes no INSS.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Leia também: CPMI do INSS insiste em depoimento presencial de Vorcaro e descarta reunião fechada em SP

De acordo com a investigação, a Rede Mais Saúde recebeu repasses da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) e do Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap). Entre agosto de 2023 e maio de 2024, a empresa movimentou cerca de R$ 18 milhões, segundo dados reunidos pela PF.

O requerimento de convocação de Paulo Camisotti foi apresentado por parlamentares do partido Novo: o senador Eduardo Girão (CE) e os deputados Marcel Van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP) e Luiz Lima (RJ). O grupo defende que o depoimento é essencial para esclarecer a atuação das empresas envolvidas no esquema investigado.

Leia também: CPMI do INSS muda agenda e convoca empresária após ausência de Vorcaro

Além dessa oitiva, a CPMI prevê ouvir o deputado estadual Edson Cunha de Araújo, também investigado na Operação Sem Desconto. Convocado anteriormente, em 6 de fevereiro, ele não compareceu após obter habeas corpus. Araújo ocupa a vice-presidência da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade citada nas apurações.

Na mesma sessão, o colegiado deve votar 87 requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de pessoas físicas e jurídicas. Entre eles, está solicitação do relator da comissão para a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira e a quebra de sigilos de Fabio Luis Lula da Silva, no período de 2022 a 2026, com base em diálogos interceptados pela investigação.

  • Google Discover Icon
postado em 26/02/2026 09:34
x