Após técnicos do Tribunal de Contas da União recomendarem vetar o repasse de R$ 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann classificou como "preconceito" a orientação. O repasse não seria feito apenas para a escola que vai homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O repasse é parte de um patrocínio mais amplo, firmado por meio da Embratur, de R$ 12 milhões aos integrantes do Grupo Especial, a primeira divisão de escolas de samba do Rio de Janeiro. Cada uma teria direito a R$ 1 milhão, segundo o acordo.
“Não conversei dentro do governo, mas é preconceito. A Embratur sempre financiou a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Se a Liesa está decidindo assim, tem os critérios dela”, disse Gleisi a jornalistas, nesta terça-feira (3/2).
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A recomendação dos técnicos do TCU veio depois de congressistas do partido Novo questionarem o repasse. Os integrantes do partido Novo deram duas opções: ou que a escola fosse impedida de apresentar o que chamaram de “samba enredo de exaltação à figura do presidente”, ou que devolvesse os recursos federais.
Os técnicos do TCU entenderam que impedir a apresentação iria contra a liberdade de expressão, e recomendaram que os recursos não fossem repassados.
