Eleições 2026

Lula, Alckmin e Haddad se encontram em SP e devem discutir palanque

Presidente desembarca no estado na tarde desta terça-feira (3/3) para compromissos oficiais. Vice-presidente e ministro da Fazenda já estão em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para São Paulo nesta terça-feira (3/3), onde se encontrará com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A expectativa é que os três se reúnam para definir o palanque governista no estado, com possível candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes.

Lula desembarca no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, por volta das 15h, e segue para Valinhos, cidade próxima, para visitar a fábrica de medicamentos da Bionovis. À noite, na capital paulista, o trio participa da abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho. Haddad e Alckmin já estão em São Paulo.

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A expectativa é que os três se reúnam, em meio às agendas, para definir as candidaturas governistas no estado. Haddad é o principal cotado para disputar com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apesar de ter resistido a concorrer, o titular da Fazenda vem sinalizando que pode ceder à insistência de Lula.

“Manifestei desde o começo do ano que eu não tinha intenção de participar (das eleições)”, declarou Haddad ontem (2) durante uma aula magna para calouros da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP).

“O presidente tem desenhado cenários em que a minha participação é necessária, e eu, evidentemente, sendo um amigo de tantos anos, não posso prescindir da opinião dele sobre isso. Estou analisando, ele também, e vamos chegar em um denominador comum”, acrescentou.

Alckmin é peça-chave

Alckmin também chegou a ser cotado para concorrer em São Paulo, se não ao governo, a uma das vagas para o Senado. Ala do PT defende a ideia para liberar espaço a um nome do MDB na chapa ao Planalto com Lula. O vice-presidente, porém, vem sinalizando que, se não concorrer novamente com o petista, não vai disputar outros cargos.

Na última semana, porém, a possibilidade vem perdendo força. A maioria dos diretórios do MDB é contra a sigla apoiar a reeleição de Lula. Além disso, a possibilidade incomodou lideranças do PSB, partido de Alckmin.

Mesmo assim, o vice-presidente é tido como uma peça essencial para o palanque de Lula em São Paulo, já que governou o estado por muitos anos e tem amplo diálogo com as forças políticas paulistas e com o setor produtivo.

Também devem compor a chapa as ministras Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Marina Silva (Meio Ambiente), disputando vagas ao Senado. Para isso, Tebet terá que deixar o MDB, possivelmente para o PSB, e Marina deixará a Rede. A titular do Meio Ambiente estuda uma volta ao PT, sigla à qual foi filiada por mais de 25 anos.

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