Internação

Equipe médica sobre Bolsonaro: 'Vai ser um tratamento mais prolongado'

Equipe médica atualizou informações sobre o estado de saúde do ex-presidente na noite desta sexta-feira (13/3)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seguirá internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia nos dois pulmões. Os médicos que atendem Bolsonaro deram uma coletiva de imprensa na noite desta sexta-feira (13/3) para atualizar informações sobre o quadro de saúde.

Não há previsão de alta no momento. Segundo a equipe de saúde, a infecção é considerada grave, e o tratamento com antibióticos fortes deve ser longo. O ex-presidente foi levado ao hospital após passar mal com falta de ar, vômitos e refluxo durante a madrugada na Papudinha, onde está preso.

"Foi uma pneumonia mais grave do que as duas anteriores do que ele teve no ano passado, no segundo semestre. Então, agora, ele vai permanecer na UTI. A gente não tem prazo ainda para alta da UTI. Ele vai ficar o tempo que for necessário para restabelecer os pulmões", disse o cardiologista Leandro Echenique, na porta do hospital.

"Na hora em que ele apresentar uma melhora, a gente dá alta da UTI para o apartamento, mas ainda não há previsão. Vai ser um tratamento mais prolongado", acrescentou.

Em relação à falta de ar, o ex-presidente já está melhor do que quando chegou ao hospital. Bolsonaro está estável e consciente. Ele está sendo tratado com dois tipos de antibióticos no momento, que devem ser administrados por entre sete e 14 dias, a depender da evolução.

Também participaram da coletiva o chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, e o cardiologista Brasil Caiado.

Questionados sobre a possibilidade de prisão domiciliar para Bolsonaro, devido ao quadro de saúde, a equipe respondeu apenas que a prioridade, no momento, é manter o quadro de saúde estável. Porém, comentaram que a prisão dificulta a adoção de medidas preventivas. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado.

Problemas recorrentes

O ex-presidente possui risco de reincidência de condições como vômitos, pneumonias e refluxo devido às consequências da facada que recebeu em 2018. Desde abril do ano passado até o momento, ele precisou ser atendido no hospital seis vezes.

"Nesse período que ele está lá (na prisão), várias vezes nós corrigimos alguns problemas como crises hipertensivas, distúrbios gastrointestinais, soluções incoercíveis, que não foram notificados. Mas vários episódios ele apresentou nesses últimos dois meses, que não foi necessariamente preciso internação. Ele está tendo alguns quadros recorrentes. A pressão arterial dele descontrolou várias vezes", disse Brasil Caiado.

Questionado sobre um possível risco de vida ao ex-presidente, Echenique comentou que o atendimento inicial reduziu a possibilidade, mas que ainda há risco com a infecção. Por exemplo, que ocorra uma broncoaspiração, quando líquidos entram no pulmão e dificultam a respiração.

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