CASO MASTER

Ex-ministro da Justiça assume defesa de Paulo Henrique Costa no caso Master

Eugênio Aragão afirmou que ainda não conversou com o cliente para tratar de eventual delação premiada. Supremo analisa se mantém ou não prisão do ex-presidente do BRB

Ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão assume defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa

 -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão assume defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão confirmou ao Correio, nesta quarta-feira (22/4), que assumirá a defesa de Paulo Henrique Costa, afastado da presidência do BRB em razão das suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Com isso, o advogado Cléber Lopes deixou o caso.

A substituição de advogados ocorre em razão de uma estratégia de defesa, tendo em vista que Kleber Lopes também defende o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Paulo Henrique pretende firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e um dos citados por ele deve ser justamente Ibaneis. O ex-governador do DF nega qualquer envolvimento em possíveis ilegalidades envolvendo o BRB e o Banco Master.

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Aragão afirmou que ainda não conversou com o cliente e, por conta disso, não pode confirmar ainda a intenção do ex-presidente do BRB em firmar delação. O advogado ocupou o cargo de ministro da Justiça no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O Supremo Tribunal Federal (STF) decide, até a próxima sexta-feira (24/4), se mantém ou não a prisão de Costa.

Até agora, André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor de manter o cárcere. Ainda faltam os votos de Gilmar Mendes e Kássio Nunes. Dias Toffoli se declarou impedido. O julgamento ocorre na Segunda Turma por meio do plenário virtual.

Fontes na Polícia Federal, consultadas pela reportagem afirmaram, que no âmbito da corporação, nada foi tratado sobre delação premiada com o ex-presidente do BRB. Os investigadores apontam a necessidade de aguardar a decisão do Supremo sobre a prisão para avaliar essa possibilidade.

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postado em 22/04/2026 18:03
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