Congresso

Alcolumbre marca sabatina de Jorge Messias ao STF para 29 de abril

Indicação é destravada após articulação do governo e avanço na pauta de nomeações no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destravou a tramitação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), com a sabatina marcada para o dia 29 de abril na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A definição foi confirmada pelo relator da indicação, o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Segundo Weverton, o cronograma prevê a leitura do relatório no próximo dia 15, etapa que formaliza o início da análise e abre caminho para a sabatina e posterior votação no plenário do Senado. A indicação de Messias havia sido formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, mais de quatro meses após o anúncio do nome.

O relator afirmou que o ambiente político é favorável à aprovação do indicado. De acordo com ele, Messias ampliou o diálogo com senadores nas últimas semanas, o que teria contribuído para reduzir resistências e consolidar apoios dentro da Casa. A expectativa é de que o parecer apresentado seja favorável à indicação.

O avanço ocorre após intensificação da articulação do governo, que mobilizou lideranças como Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Eliziane Gama (PSD-MA). Como parte da estratégia, Messias participou de um jantar com parlamentares organizado pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP), em Brasília, que reuniu dezenas de senadores em conversas reservada.

 

A presença do ministro do STF Cristiano Zanin no encontro foi interpretada como gesto de apoio ao indicado. Messias também esteve acompanhado de aliados políticos, em um ambiente desenhado para reduzir a formalidade das negociações e facilitar o diálogo direto com os parlamentares.

A decisão de Alcolumbre ocorre em meio a um movimento mais amplo de destravamento de indicações no Senado. Apesar do avanço, a votação na CCJ segue decisiva: Messias precisa de ao menos 14 votos para ser aprovado no colegiado antes de seguir ao plenário, onde o governo projeta maioria, ainda que o cenário permaneça sujeito a oscilações e questionamentos sobre sua atuação e relação com o Executivo.

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