O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (10/4), o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) durante visita ao Centro de Ensino, Simulação e Inovação do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. O presidente também destacou a necessidade de ampliar o acesso a tecnologias médicas e valorizar a saúde pública como instrumento de justiça social.
Em discurso com críticas à desigualdade no acesso à saúde, Lula relembrou sua relação histórica com o InCor, iniciada na década de 1980, quando buscou atendimento para o filho. “Conheço o Instituto do Coração desde 1983, quando vim aqui procurar ajuda para um filho meu que tinha cinco anos”, afirmou. Segundo o presidente, a experiência mostrou que a saúde pública pode oferecer tratamento de qualidade independentemente da condição social.
Lula destacou que uma das principais metas de sua gestão na área da saúde é garantir igualdade no acesso a recursos avançados. “O povo não deve ser tratado de forma inferior a ninguém. Em se tratando de saúde, o Estado tem a obrigação de garantir a todos a mesma oportunidade”, declarou. Ele acrescentou que programas de ampliação do atendimento especializado buscam assegurar que equipamentos modernos estejam disponíveis tanto para usuários do SUS quanto para pacientes da rede privada.
Lula também criticou o que classificou como um histórico de desvalorização do sistema público de saúde. “O SUS foi massacrado por gente que nunca utilizou o SUS”, afirmou, ao defender que o Estado pode oferecer serviços de qualidade igual ou superior aos da iniciativa privada, desde que haja investimento em estrutura, tecnologia e valorização dos profissionais.
Ao comentar a inauguração do centro de simulação do InCor, o presidente destacou a importância da inovação na formação médica. Segundo ele, o uso de ambientes simulados permite que profissionais adquiram experiência prática antes do atendimento a pacientes reais, aumentando a segurança e a eficiência dos procedimentos. “Quando a pessoa chegar para tratar um paciente, ela já terá treinado, aprendido e estará preparada até psicologicamente”, disse.
O discurso também abordou a necessidade de superar o que chamou de “complexo de vira-lata”, com incentivo à confiança na capacidade do país de desenvolver tecnologia e oferecer serviços de alto nível. Lula citou a expansão de equipamentos de alta complexidade, como máquinas de radioterapia em regiões fora dos grandes centros, como exemplo do avanço da saúde pública.
Ao final, o presidente elogiou o papel do InCor e dos profissionais de saúde, especialmente durante a pandemia de Covid-19, e destacou o reconhecimento crescente do SUS. “Está provado que a gente tem que querer, porque, se a gente quiser, a gente não precisa dever nada a ninguém”, concluiu, antes de seguir agenda no estado.
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