O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou, na tarde desta sexta-feira (24/4), o 8º Congresso Nacional, encontro que vai definir as diretrizes de atuação da sigla com foco nas eleições presidenciais de outubro. O encontro contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no domingo, às 9h30, participará do ato político.
O evento deve reunir dirigentes, governadores, prefeitos, parlamentares e até ministros. Entre os temas em debate estão as possíveis alianças com partidos de centro-direita para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vem avançando nas últimas pesquisas.
O programa de governo do partido destaca que as eleições serão novamente um embate da democracia contra a ditadura. "Não se trata apenas de impedir a volta dos golpistas nem de dar continuidade às políticas retomadas a partir de janeiro de 2023. O que está em jogo é mais profundo, traduzido em contradições existenciais: democracia contra ditadura, soberania contra entreguismo, bem-estar contra sofrimento, desenvolvimento contra retrocesso, a esperança contra o medo, a vida contra a morte."
Ainda segundo o documento, a tática eleitoral é combater a desinformação. "Nossa tática eleitoral para o próximo ciclo deve ser de ofensiva programática e unidade popular. Não podemos permitir que as forças da reação utilizem novamente a máquina da desinformação para sequestrar o debate público. A reeleição de Lula é o eixo em torno do qual devemos organizar a resistência contra a hegemonia financeira e a extrema-direita", destaca.
Escala 6x1
O fim da escala 6x1 também é uma das bandeiras. A medida é apresentada como uma forma de enfrentar a "exploração do tempo de vida da classe trabalhadora". Sobre segurança pública, o partido propõe uma mudança estrutural na forma como o país lida com o crime e a violência. O plano defende a "criação de um Ministério da Segurança Pública e de um Sistema Único que integre as ações federais, estaduais e municipais".
A resolução de Conjuntura e Tática Política Eleitoral foca na análise do cenário internacional, definindo como o partido deve se comportar para manter e expandir seu poder. A eleição é vista como um divisor de águas, onde "o que está em jogo é mais profundo, traduzido em contradições existenciais: democracia contra ditadura".
