CASO MASTER

Lindbergh pede prisão preventiva de Flávio Bolsonaro após áudios com Vorcaro

Deputado do PT cita reportagem do site "Intercept Brasil" sobre suposta negociação de recursos para filme sobre Jair Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou, no fim da tarde desta quarta-feira (13/5), que vai apresentar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, pedidos de prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) -  (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Carlos Moura/Agência Senado)
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou, no fim da tarde desta quarta-feira (13/5), que vai apresentar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, pedidos de prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - (crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Carlos Moura/Agência Senado)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou, no fim da tarde desta quarta-feira (13/5), que vai apresentar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, pedidos de prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em postagem nas redes sociais, o congressista disse que é fundamental a investigação sobre a negociação envolvendo recursos para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota (leia abaixo), o senador reconhece que pediu patrocínio para o filme.

Segundo Lindbergh, a representação será protocolada tanto na PF quanto na PGR. O parlamentar também informou que pedirá o bloqueio total de bens de Flávio Bolsonaro. O pedido inclui ainda a extensão da medida ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e ao Partido Liberal.

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A medida tem como base uma reportagem publicada pelo Intercept Brasil. O conteúdo afirma que Flávio Bolsonaro teria negociado diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o desembolso de US$ 24 milhões para financiar o filme Dark Horse, descrito como uma produção sobre a biografia de Jair Bolsonaro.

 
 
 
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De acordo com a publicação, o valor corresponde a cerca de R$ 134 milhões. A reportagem aponta ainda que, desse total, ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras diferentes.

O site afirma que existem cronogramas de desembolso, comprovantes bancários e cobranças relacionadas às parcelas previstas para a produção cinematográfica. O material divulgado também cita a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do deputado federal Mario Frias (PL-SP) nas negociações relacionadas ao projeto.

Ligação antes de prisão é citada

Outro ponto destacado pela reportagem envolve uma ligação telefônica atribuída a Flávio Bolsonaro. Segundo o Intercept Brasil, o senador telefonou para Daniel Vorcaro em 16 de novembro, um dia antes da primeira prisão do ex-banqueiro, para cobrar uma das parcelas previstas no acordo.

A informação passou a ser usada por Lindbergh Farias como um dos argumentos para defender a necessidade de prisão preventiva. Em manifestação pública, o deputado afirmou que a situação “precisa ser investigada” e alegou que Flávio Bolsonaro, caso permaneça solto e candidato, poderia interferir nas apurações.

Em publicação sobre o caso, Lindbergh declarou: "Vamos entrar na PF com pedido de prisão de Flávio Bolsonaro". O deputado classificou o conteúdo divulgado como "muito grave" e associou os envolvidos ao chamado "escândalo do Master".

Além da prisão preventiva, a representação que será encaminhada às autoridades pede aprofundamento das investigações sobre os recursos usados para financiar o filme Dark Horse. O deputado também quer que os órgãos responsáveis avaliem o fluxo financeiro relacionado às operações mencionadas na reportagem.

Nota do senador Flávio Bolsonaro

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

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postado em 13/05/2026 17:51 / atualizado em 13/05/2026 17:53
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