A defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) divulgou nota nesta quinta-feira (7/5) em que rebate suspeitas levantadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. Os advogados negam qualquer irregularidade envolvendo o parlamentar e criticam as medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No comunicado, os defensores afirmam repudiar “qualquer ilação de ilicitude” sobre a conduta do presidente do Progressistas, especialmente em relação à atuação parlamentar. A nota sustenta que o senador não teve participação em atividades ilegais nem nos fatos investigados pela PF.
A defesa também declarou que Ciro Nogueira está comprometido em colaborar com as investigações e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Segundo os advogados, o objetivo é demonstrar a ausência de envolvimento do bolsonarista em supostos crimes investigados no caso do Banco Master.
Os representantes do senador ainda criticaram a fundamentação utilizada para autorizar as medidas de busca e apreensão. De acordo com a nota, ações “graves e invasivas” baseadas em “mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros”, podem ter sido precipitadas e exigem “controle severo de legalidade”.
A manifestação faz referência indireta ao debate jurídico sobre o uso de elementos de investigação em processos criminais. Os advogados afirmam que o tema deverá ser analisado “tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve”, comparando a situação às discussões ocorridas no passado sobre o uso de delações premiadas.
