O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou a suspensão da Lei da Dosimetria e classificou a medida como um “ataque à democracia e à separação dos Poderes”. Em nota à imprensa divulgada neste sábado (9/4), Caiado afirmou que o texto havia sido aprovado por ampla maioria no Congresso Nacional e acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de ultrapassar os limites da relação institucional.
Na avaliação do governador, a decisão judicial representa um caso de “ativismo judicial” e contribui para aprofundar a radicalização política no país. Segundo ele, a medida favorece a polarização entre extremos e desvia o foco do debate eleitoral de temas considerados prioritários para a população, como segurança pública, educação, saúde e transporte de qualidade.
Caiado também afirmou que a continuidade das discussões em torno dos atos de 8 de janeiro compromete o avanço do país. Para o governador, insistir no tema, desconsiderando decisões do Congresso Nacional, “é condenar o Brasil a não ter futuro”.
Na nota, o pré-candidato defendeu ainda o fim do embate entre o Supremo e o Congresso. “Essa queda de braço do Supremo com o Congresso precisa ter um ponto final. Esse jogo de gato e rato, esse faz e desfaz, é inaceitável numa democracia que queremos madura”, declarou.
