O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou nesta quarta-feira (13/5) que a bancada oposicionista continuará pressionando pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Anistia e também participará das negociações sobre o fim da escala 6x1 no Congresso.
Durante café da manhã com jornalistas, o deputado afirmou que a oposição mantém duas estratégias paralelas para tentar avançar com a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro: uma Proposta de Emenda à Constituição e o projeto apresentado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC).
“A gente vai em todas as frentes de batalha”, declarou. Segundo ele, a PEC teria mais força jurídica por inserir a medida na Constituição, embora o deputado reconheça maior dificuldade de aprovação. Já o projeto de lei (PL) teria tramitação mais simples no Congresso.
Cabo Gilberto voltou a criticar o Inquérito das Fake News e classificou as investigações relacionadas ao 8 de janeiro como “uma farsa”. “A gente defende a anistia geral irrestrita, assim como ocorreu em 1979”, afirmou.
Ao comentar sobre a dosimetria, o parlamentar disse que essa lei é um “alívio” mas “a gente não queria dosimetria, mesmo que ela venha a valer, a gente vai continuar insistindo. Queremos anistia geral e irrestrita”.
Mudanças na escala de trabalho
Ao comentar o debate sobre o fim da escala 6x1, Cabo Gilberto afirmou que a oposição não pretende apoiar integralmente a proposta apresentada pelo governo federal, mas admitiu avanço nas negociações conduzidas pelo relator da matéria.
“A gente está debatendo com o relator, ele está bem propício a aceitar algumas propostas em relação à transição”, disse. Segundo o deputado, o objetivo é construir “um texto responsável” que não prejudique nem os trabalhadores, nem o setor produtivo.
O parlamentar afirmou que a discussão sobre o período de transição gira em torno de seis a 10 anos, embora admita a possibilidade de ajustes.
Questionado se apoiar mudanças na jornada de trabalho poderia beneficiar eleitoralmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cabo Gilberto afirmou que a oposição não pode rejeitar medidas apenas por serem defendidas pelo governo.
“Eu não posso votar algo que seja contra o trabalhador ou contra o povo brasileiro porque veio de Lula”, declarou. “Assim eu seria mesquinho".
Apesar disso, o deputado fez críticas ao governo federal e afirmou que o debate sobre a escala 6x1 ganhou força apenas em ano pré-eleitoral. “Se não fosse ano de eleição, Lula estaria querendo aprovar (o fim da) escala 6x1? Por que não aprovou antes?” questionou.
