O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta sexta-feira (15/5) estar "tranquilo, firme e seguro", em relação à denúncia de ter negociado R$ 134 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O dinheiro, segundo ele, foi destinado para financiamento do filme Dark Horse (termo em inglês para "azarão"). Ele garantiu que nada foi repassado indevidamente para o seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que encontra-se nos Estados Unidos.
Durante a entrevista para a CNN Brasil, Flávio disse que não foi pego na mentira ao negar, inicialmente, a denúncia, e que "foi forçado a fazer".
"Se alguém não compreendeu a razão da minha obrigação em me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que tudo isso ia acontecer, não isso de vir à tona... Eu sabia que eles iam jogar sujo. Nós sabemos o método do PT de querer dar uma facada no adversário que está na frente nas pesquisas", argumentou.
Ele disse que, se eleito, vai conseguir classificar o Comando Vermelho (CV) e Primeiro comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, e que está disposto a pôr a própria vida em risco, em prol do país. Sobre decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que determinou uma investigação para saber se emendas de deputados do PL foram enviadas para a realização do projeto, ele garantiu que não isso não ocorre.
Eduardo prestará explicações
Questionado sobre o papel do irmão no projeto do filme, onde ele seria uma espécie de produtor executivo, responsável por administrar a verba, segundo nova reportagem do portal Intercept Brasil, ele disse que seu irmão deve estar preparando um vídeo, que será divulgado nas próximas horas, com as explicações.
"Então, está todo mundo muito tranquilo. Só ficamos chateados, obviamente, de ter que perder tempo em explicar, mas vou fazer isso. Eu sou pessoa pública, eu tenho que vir a público e explicar, dar os detalhes o tempo que for necessário. Mas, assim, quando a gente quer fazer tudo legal, tudo bonitinho, acontece isso. É por isso que tantas pessoas boas do Brasil estão deixando de investir no Brasil", declarou.
Ele acrescentou que existia uma dificuldade de encontrar investidores para o filme "porque as pessoas tinham medo". Segundo ele, medo do ministro do STF Alexandre de Moraes. "Medo do Alexandre de Moraes, medo de serem percebidos pela Polícia Federal (PF), esse esquadrão do Lula que tem lá. Então, assim, olha só a que ponto a gente chega pra fazer a coisa certa", disse Flávio.
