CASO MASTER

Motta diz que seguirá regimento da Câmara sobre instauração de CPI do Master

Pressões sobre uma possível instauração de uma CPI do Master se fortaleceram na semana passada, após a divulgação de um áudio em que o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, cobrou a quantia de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, então dono do banco

O presidente da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (17/5) que seguirá o regimento interno da Casa sobre possível instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis crimes nas relação entre o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e políticos.

"Nós vamos dar o tratamento regimental a essa situação. Vamos cumprir o regimento da Câmara que é o que tem que nortear a decisão do presidente (da Casa)", disse Motta, após participar da corrida em celebração aos 200 anos da Câmara Federal. 

Pressões sobre uma possível instauração de uma CPI do Banco Master na Câmara se fortaleceram na semana passada, após o portal The Intercept Brasil divulgar um áudio em que o senador e presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, cobrar quantia de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, atualmente preso por suspeitas de crimes no sistema financeiro, para financiar filme que conta a história do pai do parlamentar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Hugo Motta, ao falar que um pedido de CPI do Master seguirá o regimento da Câmara, condicionou essa pauta ao andamento de outras demandas por Comissão Parlamentar de Inquérito que está na fila. Na corrida em celebração ao bicentenário da Câmara, o presidente da Casa também projetou que o fim da escala de trabalho 6x1 será aprovado pela até o fim de maio.

"Nossa prioridade é para maio, queremos até o final do mês entregar (o fim da 6x1) a todos os trabalhadores", afirmou  o deputado federal, em conversa com jornalistas, após participar da corrida. Ainda sobre o andamento da 6x1 na Câmara, ele explicou que o momento é de o Legislativo fazer "um texto de convergência" e pontuou que o debate em torno do fim da escala 6x1 "não pertence a um partido ou a um governo".

"Se nós pudermos dar a demonstração de unidade em torno deste tema, que é prioridade a mais de 60% da população brasileira, eu penso que seria demonstração da Câmara em sintonia com a população", defendeu.

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