A maioria dos brasileiros acredita que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está diretamente envolvido no escândalo financeiro ligado ao Banco Master. É o que mostra a nova pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19/5). O levantamento aponta que 51,7% dos entrevistados consideram que as conversas vazadas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro trazem indícios claros de participação no esquema.
O levantamento revela que o episódio ganhou ampla repercussão nacional. Segundo a pesquisa, 95,6% dos brasileiros afirmam ter tomado conhecimento dos áudios e mensagens divulgados pelo site Intercept Brasil. O conteúdo mostra negociações envolvendo um repasse de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Apesar de 33,3% dos entrevistados avaliarem que a conversa representava apenas uma tentativa legítima de buscar financiamento para o projeto audiovisual, a maioria entende que o diálogo aponta para possíveis irregularidades financeiras.
A pesquisa também mostra desgaste na estratégia de defesa adotada por Flávio Bolsonaro. Para 54,9% dos entrevistados, o vazamento das mensagens representa evidências legítimas obtidas em uma investigação sobre possíveis fraudes. Já 33% consideram que houve perseguição política contra o senador.
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O impacto político aparece diretamente no cenário eleitoral. De acordo com o levantamento, 45,1% dos brasileiros afirmam que o caso enfraqueceu muito uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O desgaste também atinge o campo bolsonarista de forma mais ampla: 43,3% dos entrevistados apontam aliados de Jair Bolsonaro como o grupo político mais associado às fraudes do Banco Master, enquanto 32,8% atribuem maior envolvimento a aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula lidera no 1º e 2º turno
A nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente dos principais cenários da corrida presidencial de 2026. No principal cenário de primeiro turno para 2026, Lula registra 47% das intenções de voto, diante de 34,3% de Flávio Bolsonaro (PL), apontado como potencial nome do campo bolsonarista. Renan Santos (Missão) aparece com 6,9%, Romeu Zema (NOVO) com 5,2% e Ronaldo Caiado (PSD) com 2,7%.
A vantagem do petista também aparece nos cenários de segundo turno. Contra Flávio Bolsonaro, Lula teria 48,9% dos votos, ante 41,8% do senador. Em uma eventual disputa com Jair Bolsonaro, o presidente venceria por 48,5% a 43,4%. Contra Romeu Zema, Lula marca 47,8%, enquanto o governador mineiro soma 37,6%. Já diante de Ronaldo Caiado, a diferença é de 47,5% a 38,5%.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06939/2026.
