Caso Master

Zema é notificado após críticas ao ministro Gilmar Mendes

Ex-governador de Minas Gerais afirma que recebeu notificação da Justiça Federal em ação movida pelo ministro do STF e diz que continuará fazendo críticas públicas

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira (1º/6) ter sido notificado pela Justiça Federal em uma ação movida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o mineiro declarou estar indignado com a medida e afirmou que continuará se manifestando sobre o que considera irregularidades envolvendo autoridades públicas.

No vídeo, Zema, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que a notificação estaria relacionada a declarações feitas anteriormente sobre a relação de integrantes do Judiciário com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Acusado de comandar a maior fraude financeira do país, o dono do Banco Master está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde negocia uma delação premiada. 

“Parece que ele (Gilmar Mendes) não gostou quando eu falei que ele pega carona em jatinho de banqueiro bandido. Também falei que outros ministros do Supremo fizeram contratos com esse banqueiro bandido”, se referindo também aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que foram conectados ao empresário, mesmo de forma indireta.


A esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, recebeu R$ 80 milhões em dois anos do Banco Master. Dados da Agência Nacional de Aviação (Anac) comprovaram que o casal voou em aeronaves do investigado. Toffoli, sócio da empresa Maridt, que pertence à sua família, fez negócios envolvendo a venda de participações de um resort no Paraná para fundos ligados ao controlador do Master.

Zema sustentou que suas manifestações foram baseadas em informações já conhecidas publicamente e reiterou que pretende manter suas críticas. "Se queriam me calar, não vão. Vou continuar mostrando sempre esse absurdos que têm acontecido no Brasil. É muita autoridade, é muito político vendido se aproximando de bandido para poder enriquecer. Não podemos tolerar isso”, finalizou.

Zema não detalhou os termos da notificação judicial nem informou qual é o objeto específico da ação mencionada no vídeo. O STF não comentou o assunto, até o momento. O espaço segue aberto.

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