O Partido dos Trabalhadores (PT) avalia lançar uma campanha nas redes sociais para pressionar o Senado Federal a acelerar a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A iniciativa ganhou força após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicar que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados não receberá tratamento prioritário na Casa.
Nesta terça-feira (2/6), Alcolumbre afirmou que a proposta deverá seguir o rito legislativo regular. A expectativa de setores governistas era de que a matéria passasse apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser encaminhada ao plenário. O presidente do Senado, porém, abriu espaço para que a proposta seja analisada também por outras comissões, o que pode prolongar sua tramitação.
Diante desse cenário, integrantes do PT passaram a discutir a retomada do discurso de que o “Congresso é inimigo do povo”, estratégia utilizada anteriormente para pressionar a Câmara dos Deputados a pautar e votar a proposta ainda no primeiro semestre. A avaliação de dirigentes petistas é que a mobilização digital poderia ampliar o apoio popular à medida e aumentar o custo político de eventuais atrasos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendia que a proposta fosse promulgada ainda em junho. A intenção do governo era permitir que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 42 horas entrasse em vigor até setembro, antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano.
A relação desgastada entre o líder petista e Alcolumbre também é apontada por aliados do governo como um dos fatores que dificultam o avanço da pauta. Nos últimos meses, o presidente do Senado tem protagonizado embates com o Palácio do Planalto e imposto derrotas ao governo em votações consideradas estratégicas.
