reunião ministerial

Governo faz reunião ministerial em meio a tensão com os EUA

Reunião está marcada para as 10h e será a segunda ministerial realizada neste ano. Também será a primeira desde a reforma ministerial anunciada em março

Os ministros apresentarão um balanço das ações de suas respectivas áreas e dos principais programas em andamento -  (crédito: Roberto Stuckert Filho/PR)
Os ministros apresentarão um balanço das ações de suas respectivas áreas e dos principais programas em andamento - (crédito: Roberto Stuckert Filho/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se  reúne com os ministros nesta quarta-feira (3/6), no Palácio do Planalto, em um encontro que ocorre em meio à repercussão de medidas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil. A reunião está marcada para as 10h e será a segunda ministerial realizada neste ano. Também será a primeira desde a reforma ministerial anunciada em março.

O encontro também ocorre em um momento relevante do calendário político. A pouco mais de um mês do início de uma série de restrições previstas pela legislação eleitoral. Os ministros apresentarão um balanço das ações de suas respectivas áreas e dos principais programas em andamento. Oficialmente, o governo não divulgou a pauta do encontro.

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A reunião ocorre dias após o governo dos Estados Unidos anunciar a conclusão de uma investigação comercial que poderá resultar em novas tarifas sobre produtos brasileiros. Além disso, Washington classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Embora o encontro tenha sido convocado antes dos anúncios norte-americanos, integrantes do governo não descartam que o tema seja debatido durante a reunião.

O governo federal reagiu às medidas anunciadas pelos Estados Unidos atribuindo as iniciativas à influência da família Bolsonaro no cenário político e nas relações bilaterais. Sobre a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o governo brasileiro afirmou que cooperações internacionais no combate ao crime organizado são bem-vindas, mas destacou que não aceitará “o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia”.

No caso das novas tarifas comerciais, o governo Lula expressou “indignação” com o relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que classificou como uma “tentativa de ingerência” atribuída a articulações de integrantes da família Bolsonaro. O Planalto também afirmou que o Brasil “se reserva o direito de recorrer” a mecanismos de reciprocidade em resposta às medidas adotadas por Washington.

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postado em 03/06/2026 09:26 / atualizado em 03/06/2026 09:26
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