SEGURANÇA ELEITORAL

Em evento, Flávio Bolsonaro pede mais observadores para eleição

Fala aconteceu em encontro que reuniu representantes de delegações diplomáticas de 42 países, entre eles Estados Unidos, Paraguai, Alemanha, Reino Unido e Israel.

Senador afirma que defenderá interesses do Brasil em debate sobre novas tarifas e pediu cinco minutos ao USTR para expor suas propostas sobre o tema -  (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Senador afirma que defenderá interesses do Brasil em debate sobre novas tarifas e pediu cinco minutos ao USTR para expor suas propostas sobre o tema - (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que países ampliem o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras. A declaração foi feita durante o evento “Debatendo o Brasil”, nesta terça-feira (21/7), que contou com representantes de delegações diplomáticas.

Segundo a Folha de S.Paulo, participaram do encontro integrantes de equipes diplomáticas de 42 países, entre eles Estados Unidos, Paraguai, Alemanha, Reino Unido e Israel.

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Em áudio obtido pelo jornal, Flávio afirmou que os países deveriam enviar “a maior quantidade possível de observadores” e especialistas em tecnologia eleitoral para acompanhar o pleito.

“O pedido que eu faço a todos aqui — não estou questionando o sistema de votação brasileiro — é que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e sobre como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes”, disse.

Durante o discurso, o senador também mencionou supostos documentos divulgados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o processo eleitoral venezuelano. Na fala, Flávio voltou a citar a empresa venezuelana Smartmatic, sugerindo uma relação com o sistema eleitoral brasileiro.

A alegação, porém, já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota divulgada em 2020, a Corte afirmou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem teve acesso ao código-fonte utilizado nas eleições brasileiras.

“A Justiça Eleitoral esclarece que nunca entregou códigos-fonte da urna eletrônica para qualquer empresa privada, seja estrangeira ou nacional”, informou o tribunal.

O TSE também ressaltou que as urnas eletrônicas foram desenvolvidas por servidores da própria Justiça Eleitoral e são produzidas por empresas contratadas por meio de licitação pública. Segundo a Corte, a Smartmatic apenas prestou serviços de treinamento para equipes de suporte técnico e operacional das urnas e contratos relacionados à conexão de dados e voz, sem participação no desenvolvimento ou na operação do sistema de votação.

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postado em 21/07/2026 23:19 / atualizado em 21/07/2026 23:30
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