
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que países ampliem o envio de observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras. A declaração foi feita durante o evento “Debatendo o Brasil”, nesta terça-feira (21/7), que contou com representantes de delegações diplomáticas.
Segundo a Folha de S.Paulo, participaram do encontro integrantes de equipes diplomáticas de 42 países, entre eles Estados Unidos, Paraguai, Alemanha, Reino Unido e Israel.
Em áudio obtido pelo jornal, Flávio afirmou que os países deveriam enviar “a maior quantidade possível de observadores” e especialistas em tecnologia eleitoral para acompanhar o pleito.
“O pedido que eu faço a todos aqui — não estou questionando o sistema de votação brasileiro — é que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e sobre como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes”, disse.
Durante o discurso, o senador também mencionou supostos documentos divulgados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o processo eleitoral venezuelano. Na fala, Flávio voltou a citar a empresa venezuelana Smartmatic, sugerindo uma relação com o sistema eleitoral brasileiro.
A alegação, porém, já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota divulgada em 2020, a Corte afirmou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem teve acesso ao código-fonte utilizado nas eleições brasileiras.
“A Justiça Eleitoral esclarece que nunca entregou códigos-fonte da urna eletrônica para qualquer empresa privada, seja estrangeira ou nacional”, informou o tribunal.
O TSE também ressaltou que as urnas eletrônicas foram desenvolvidas por servidores da própria Justiça Eleitoral e são produzidas por empresas contratadas por meio de licitação pública. Segundo a Corte, a Smartmatic apenas prestou serviços de treinamento para equipes de suporte técnico e operacional das urnas e contratos relacionados à conexão de dados e voz, sem participação no desenvolvimento ou na operação do sistema de votação.
