
Candidato defendeu o resgate da diplomacia profissional e criticou embates entre chefes de Estado - (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (28/7), durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, que pretende resgatar a "liturgia do cargo" caso seja eleito presidente.
Ao comentar os episódios envolvendo a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao evento de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os recentes atritos diplomáticos do Brasil, o ex-governador de Goiás criticou a condução das relações internacionais e defendeu uma postura institucional na chefia do Executivo.
Segundo Caiado, a Presidência da República exige responsabilidade e não deve ser marcada por confrontos públicos ou ataques pessoais entre autoridades.
O candidato afirmou que disputas dessa natureza rebaixam o nível do debate político e comprometem a imagem do Brasil no exterior. Para ele, cabe ao presidente representar os interesses dos mais de 215 milhões de brasileiros e preservar o respeito entre os países, independentemente das diferenças ideológicas.
Durante a entrevista, Caiado também criticou a atuação da política externa brasileira nos últimos anos. Na avaliação do presidenciável, o Itamaraty perdeu protagonismo ao, segundo ele, adotar uma orientação ideológica.
O candidato defendeu o fortalecimento da diplomacia profissional e afirmou que as negociações internacionais devem ser conduzidas por técnicos e diplomatas, responsáveis por construir acordos e preparar o ambiente para reuniões entre chefes de Estado.
O ex-governador relacionou os conflitos diplomáticos aos desafios enfrentados pelo comércio exterior brasileiro. Caiado citou dificuldades nas relações comerciais com Estados Unidos, União Europeia, China, México e Paraguai e afirmou que o ambiente de tensão internacional acaba afetando setores como a indústria, o agronegócio e o comércio.
Segundo ele, o custo dessas disputas recai sobre empresas, produtores e trabalhadores brasileiros.
Ao apresentar sua visão para a política externa, o candidato afirmou que o Brasil possui vantagens estratégicas capazes de ampliar seu protagonismo internacional. Entre elas, destacou a disponibilidade de água doce, a produção de energia renovável e as reservas de minerais críticos e terras raras, que, segundo ele, podem servir de base para novas parcerias econômicas e tecnológicas com outros países.
Inovação para competitividade
Caiado também defendeu maior investimento em inovação e inteligência artificial como forma de aumentar a competitividade brasileira. O candidato citou a experiência de Goiás na criação de um centro de excelência na área e afirmou que o estado já possui marco regulatório para inteligência artificial, enquanto o governo federal, segundo ele, ainda não avançou na regulamentação do tema.
Para o presidenciável, o Brasil precisa deixar de atuar apenas como exportador de commodities e investir em tecnologia e agregação de valor à produção nacional.
A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais(Febrafite) e da Unafisco Nacional.
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Por Alícia Bernardes
postado em 28/07/2026 13:15

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