O pré-candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, defendeu nesta terça-feira (28/7) a adoção de medidas de controle dos gastos públicos, uma reforma administrativa e a redução da estrutura do governo federal como parte de uma estratégia para enfrentar o deficit fiscal. As declarações foram feitas durante sabatina com os presidenciáveis das eleições de 2026 promovida pelo Correio Braziliense.
Ao responder sobre a situação das contas públicas, Cury afirmou que a responsabilidade fiscal deve ser prioridade para qualquer governo e criticou o crescimento das despesas com a dívida pública. “O Estado brasileiro gastou, no ano passado, mais de R$ 1 trilhão, apenas para financiar a dívida federal. Isso não é sustentável”, afirmou o escritor e psiquiatra.
O pré-candidato também relacionou o equilíbrio fiscal à redução da taxa básica de juros. Segundo ele, os juros elevados dificultam o funcionamento da economia e afetam setores como comércio, indústria e agronegócio.
“Se nós não tivermos responsabilidade fiscal para baixarmos os juros, essa taxa Selic, que por um lado é responsável por controlar a inflação, por outro lado está asfixiando completamente o comércio, a indústria e a agricultura”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de reduzir o número de ministérios, o pré-candidato confirmou que pretende promover mudanças na estrutura administrativa, mas evitou antecipar quais pastas seriam afetadas. “Eu cortaria ministérios, por exemplo. Mas não vou entrar em detalhes agora porque tenho procurado pacificar a nação e lutar contra a polarização, focando no que realmente importa”, apontou.
“Nós faremos, sim, cortes e uma reforma administrativa. Vou conversar com vários economistas a esse respeito, pois precisamos de uma auditoria seríssima em todos os gastos públicos. Mas não quero me adiantar aqui para não polemizar”, disse.
O evento presencial ocorre no auditório da sede do jornal, com transmissão ao vivo pelas redes do Correio. Esta é a primeira rodada de entrevistas com os candidatos ao Palácio do Planalto. A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e da Unafisco Nacional.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
