GOVERNO

Lula chama Bolsonaro de "aquela coisa", critica Zema e defende Pimentel

Presidente disse que "resolveu ajudar Minas Gerais" com a negociação do Propag e criticou o antecessor por não fazer o mesmo

Durante a agenda no Rio, Lula visitou o Centro de Radioterapia do Hospital de Andaraí, no Rio de Janeiro, além de outras unidades de saúde na capital fluminense  -  (crédito: Reprodução/Youtube)
Durante a agenda no Rio, Lula visitou o Centro de Radioterapia do Hospital de Andaraí, no Rio de Janeiro, além de outras unidades de saúde na capital fluminense - (crédito: Reprodução/Youtube)

Em visita a Minas Gerais nesta sexta-feira (21/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-governador Romeu Zema (Novo), que é seu adversário na disputa pelo Palácio do Planalto neste ano.

O petista foi a Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, para anunciar investimentos e visitar as obras de duplicação nas BRs 116 e 251, na ponte São Raimundo. Apesar de ser uma agenda oficial da Presidência, discursou em tom de campanha. Mais tarde, ele faz comício em Belo Horizonte.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

"Eu queria que vocês pesquisassem se em algum momento na história da Presidência desse país algum presidente colocou a quantidade de recursos [em Minas Gerais] que nós estamos colocando para fazer estradas, recuperar estradas e recuperar rodovias", iniciou Lula.

'Aquela coisa'

Em seguida, saiu em defesa do ex-governador Fernando Pimentel (PT), que 'foi governador deste estado enquanto ‘aquela coisa’ era presidente", em referência a Bolsonaro. "Aquela coisa que governou o Brasil não fez negociação [da dívida do estado], não ajudou o Pimentel. Então, o Pimentel muitas vezes não pôde nem pagar salário de funcionário."

Na reta final do mandato, o petista conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) uma liminar que permitia que ele não pagasse a dívida do estado com a União. A decisão deu fôlego para o caixa do sucessor, Romeu Zema.

"Aí entrou aquele rapaz que come banana com casca", ironizou Lula, acusando o ex-governador de mentir contra Pimentel. "Ele [Zema] ficou oito anos sem pagar a dívida, ao ponto que ela chegou a R$ 179 bilhões."

Então, o presidente disse que "resolveu ajudar Minas Gerais" com a negociação do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), em que o estado repassou ativos à União para abater parte da dívida e conseguir pagar as parcelas sem juros reais nos próximos anos.

  • Google Discover Icon
AM
postado em 21/08/2026 18:24
x