
Candidato à reeleição à Presidência da República durante as eleições de 2026, o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que pretende "devolver o território da periferia e da cidade para o povo".
Durante entrevista ao Domingo Espetacular, Lula, ao ser questionado sobre os problemas enfrentados pelo Brasil relacionados à segurança pública, explicou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública. Além disso, afirmou que a criação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) associado à questão, e, posteriormente, a aprovação dela, já é o primeiro passo para colocar o plano em ação.
"O que nós fizemos na Constituição de 1988? Nós diminuímos um certo montante de controle, que era federal, pois era o que a política exigia e o que os estados queriam. E, a partir daí, passamos toda a responsabilidade aos estados. A União tem pouco a ver com a segurança pública, na medida em que transferimos responsabilidade aos estados. Eu, agora, quero criar o Ministério da Segurança Pública. Por qual razão não fiz isso no começo? Pois não tinha o que fazer, se eu o criasse, sem mudar a Constituição. Então, agora fizemos a PEC da Segurança Pública", detalhou.
Lula ressaltou que a solução do problema não passa pelo assassinato de criminosos. De acordo com ele, é preciso, ao invés disso, garantir um suporte de trabalho conjunto entre os governos dos estados com as prefeituras, por meio do uso da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
"As forças poderão prender quem tiver que prender, e punir quem tiver que punir, mas sem a necessidade de matar. Não é preciso morrer. É muito fácil falar sobre segurança pública como se o problema fosse ser resolvido com chegadas em cidades pequenas e assassinatos de dez, quinze pessoas. Os responsáveis pelas situações de pobreza em que se encontram essas pessoas moram em apartamentos de cobertura, em condomínios chiques. Eles não aparecem. O que queremos fazer é: devolver o território da periferia e da cidade para o povo. Ele é o dono do território. E aí, o bandido ocupará seu espaço na cadeia", confirmou.
Conforme garantiu durante a entrevista, o problema, por mais que esteja em alta, nunca deixou de ser um tema "crucial" no país. Parte do problema é, para ele, a diminuição de um certo montante de controle federal sobre o contexto, "pois era o que a política exigia e o que os estados queriam. E, a partir daí, passamos toda a responsabilidade aos estados".
"A vantagem de ter um pouco mais de idade do que os outros, é porque você conhece um pouco mais de hirstória. Segurança pública sempre foi um tema crucial neste país. Eu sou do estado de São Paulo, onde a política pública todo ano era repleta de candidatos em meio a propagandas realizadas em cima de caminhões. Nestes caminhões, realizavam-se imitações de prisões, com falsos bandidos, e os dizeres "bandido bom, é bandido morto", relembrou.
"A União tem pouco a ver com a segurança pública, na medida em que transferimos responsabilidade aos estados. Eu, agora, quero criar o Ministério da Segurança Pública. Por qual razão não fiz isso no começo? Pois não tinha o que fazer, se eu o criasse, sem mudar a Constituição", acrescentou.

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