
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que os primeiros anos no cargo foram marcados por “infelicidade”. A declaração foi feita durante o V Seminário da Associação Nacional dos Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado em São Paulo, em 21 de agosto.
“E mesmo hoje, podem ter certeza, é muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer coisa. Minha esposa está aqui e sabe, as limitações pessoais, as pressões, os momentos difíceis”, disse aos presentes.
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O ministro afirmou ainda que já conversou com colegas sobre o tema e, sem citar nomes, disse que a percepção é compartilhada por outros integrantes do Judiciário. “Não somos diferentes, não deixamos de ser humanos e temos, muitas das vezes, uma sobrecarga sobre-humana”, ponderou.
Salário
Durante a fala no evento, Mendonça também afirmou que um ministro ou juiz não deve ter a pretensão de ficar rico com o cargo, porque, segundo ele, o salário não proporcionaria uma vida sem preocupações financeiras.
“A gente tem que controlar despesas no dia a dia. Não é uma vida nababesca, é uma vida que você pode ter uma condição média, eu diria muito até acima da média da condição brasileira, mas uma condição média de vida”, afirmou.
Para o magistrado, os membros do Judiciário estariam em uma “classe B”, ou seja, “uma classe privilegiada, mas não é uma que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”.
