Jornada de trabalho

Lula, ministro e PT mobilizam redes sociais para fim da 6x1 no Senado

O governo pressiona para que a Casa chefiada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP) aprove a PEC antes das eleições de outubro

A bandeira da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com o regime de trabalho 6x1 foi defendida nesta segunda-feira (24/8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ministros e parlamentares da base aliada no Parlamento engrossaram o coro nas redes sociais.

Da parte do líder petista, a defesa da redução de jornada ocorreu por meio de uma publicação em que associou a matéria com uma ideia de saúde e mais tempo para cuidar da família.

"O nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1, sem redução do salário. O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos", escreveu o presidente.

A movimentação ocorre em meio às pressões do governo para que o Senado, chefiado por Davi Alcolumbre (União-AP), aprove a PEC antes das eleições de outubro.

Os líderes do Executivo, Lula, e do Congresso, Alcolumbre, têm feito encontros fora da agenda no mês de agosto para tratar dessa e de outras matérias do interesse do governo, como a PEC da Segurança Pública.

Essas duas pautas, inclusive, deram os primeiros passos na semana passada, no Senado, com a escolha de dois parlamentares governistas na relatoria dos textos, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Omar Aziz (PSD-AM) ficou com a PEC do fim da 6x1, e Rogério Carvalho (PT-SE), a da segurança pública.

Oposição

Enquanto pautas do interesse do governo andam na CCJ do Senado, a oposição liderada pelo senador e presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, articulam a aprovação de outra PEC que também versa sobre dias trabalhados, porém por meio da criação de um novo regime salarial baseado em horas trabalhadas, e não nos dias de ofício na semana.

Autor da PEC em questão, o senador Rogério Marinho (PL-RN) é um dos coordenadores de campanha de Flávio.

Esse movimento, na avaliação do ministro Guilherme Boulos, titular da Secretaria-Geral da Presidência, colocaria Flávio no lugar oposto aos trabalhadores. "Esse é Flavio Bolsonaro. Não é adversário do Lula, é adversário dos trabalhadores brasileiros", protestou Boulos, um dos coordenadores da campanha à reeleição de Lula.

Assim como o ministro, o perfil oficial do PT republicou a postagem de Lula favorável ao andamento da PEC do fim da 6x1 no Senado. 

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