O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (13/9) que os últimos dias da campanha eleitoral devem ser usados para confrontar o que chamou de “mentira absoluta” com a “verdade absoluta”. Durante uma live nas redes sociais, Lula disse que o governo tem resultados que, segundo ele, podem ser apresentados aos eleitores para rebater críticas e informações falsas.
“Eu queria que você transformasse esses 20 dias de campanha que faltam na verdade absoluta para vencer a mentira absoluta. É isso que está em jogo”, afirmou.
Lula criticou o uso de argumentos que, segundo ele, não correspondem aos resultados do governo e disse que não seria necessário recorrer à inteligência artificial para apresentar realizações da gestão. “No nosso governo as pessoas não precisam de inteligência artificial para saber o que a gente fez, porque tudo que nós fizemos no governo é verdade, não tem mentira”, declarou.
Inflação e custo de vida
Ao abordar o custo de vida, Lula reconheceu que os preços dos alimentos ainda estão elevados, mas comparou a inflação dos alimentos durante os governos anteriores e a atual gestão.
Segundo os números apresentados pelo presidente, a inflação dos alimentos no governo passado foi de 56,17%, enquanto, no governo atual, ficou em 13,6%. Lula afirmou que a desaceleração da inflação não significa que os preços tenham retornado aos níveis anteriores. “A comida está cara ainda porque o fato de a gente não ter permitido que a inflação aumentasse, o fato concreto é que a gente não conseguiu reduzir o preço estratosférico que estava no governo passado”, disse.
O presidente também citou a relação entre o salário mínimo e o custo da cesta básica. De acordo com ele, no governo passado era necessário um salário mínimo equivalente a 1,8 cesta básica, enquanto atualmente o valor permite comprar 2,1 cestas.
Lula afirmou, porém, que ainda considera necessário avançar nesse indicador. “É importante lembrar que no governo passado uma cesta básica você precisava comprar 1,8 cesta básica com salário mínimo. Hoje a gente já compra 2,1. O que é pouco ainda, porque o ideal é permitir que o salário mínimo possa comprar duas cestas básicas ou mais. E nós vamos chegar lá”, afirmou.
“Fanáticos” e “negacionistas”
Na avaliação de Lula, a campanha também terá de enfrentar adversários que, segundo ele, não estão dispostos a discutir argumentos ou dados. “É importante a gente lembrar das coisas que a gente fez para que a gente possa conversar com os fanáticos, para que a gente possa conversar com os negacionistas”, disse.
Para o presidente, esse grupo não estaria interessado em argumentos, mas em confronto e na disseminação de informações que classificou como falsas. “O fanático, negacionista, ele não quer argumento. Ele não quer argumento. Ele quer confusão, ele quer fazer lacração, ele quer inventar história, ele quer mentir”, afirmou. Lula defendeu que a campanha apresente aos eleitores os resultados das políticas públicas e ações realizadas pelos governos petistas.
O presidente também recorreu a números sobre educação e indústria para sustentar a avaliação de que os governos do PT promoveram avanços em diferentes áreas. Na indústria automobilística, afirmou que o Brasil produzia 3,6 milhões de carros quando deixou a Presidência, em 2010, e que, quando retornou ao cargo, a produção havia caído para 1,6 milhão.
Na educação superior, Lula comparou a quantidade de universidades e campi avançados criados ao longo da história brasileira com as unidades implantadas durante seus governos e os de Dilma Rousseff. “Em 15 anos a gente fez mais universidade que eles fizeram na história desse país”, afirmou. O presidente disse ainda que argumentos semelhantes poderiam ser apresentados nas áreas de tecnologia e saúde.
Eleitor deve pensar no país que quer
Ao falar sobre a decisão do eleitor, Lula sugeriu que cada pessoa imagine o que gostaria de obter de um eventual governo e, a partir disso, avaliar quais candidatos poderiam cumprir essas expectativas. “Você pensa no Brasil. O Brasil que você quer para você, o Brasil que você quer para o seu filho, o Brasil que você quer para a sua mulher, o Brasil que você quer para o futuro”, declarou.
Lula também afirmou que o governo recebeu um país com estruturas ministeriais que, segundo ele, haviam sido extintas. Citou, entre outras, as pastas da Cultura, do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e das Mulheres.
O presidente também orientou os apoiadores a consultar as páginas oficiais do governo e materiais comparativos da campanha para reunir informações sobre as realizações da gestão. “A gente tem argumentos para derrotar a mentira. Não falta”, afirmou.
Saiba Mais
-
Política Em live com Lula, presidente do PT diz que Brasil rejeita "governo de milícias"
-
Mundo Os pais palestinos preocupados com ataques a escolas na Cisjordânia ocupada: 'O que fazer quando colonos atiram em seus filhos?
-
Política Zanin determina que PF entregue celular de Vorcaro ainda neste domingo (13/9)
