Eleições 2026

Lula diz que ajuste fiscal não terá como alvo a população mais pobre

Segundo o presidente, a política econômica atual mantém a reposição da inflação e acrescenta uma parcela vinculada ao crescimento do PIB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (17/9), que seu governo continuará promovendo reajustes no salário mínimo e mantendo o Bolsa Família. Segundo ele, eventuais medidas de ajuste fiscal não terão como alvo a população mais pobre.

O petista rejeitou a ideia de que o aumento do salário mínimo provoque inflação. Ao defender a política de valorização, citou os primeiros mandatos à frente do Palácio do Planalto e afirmou que, entre 2003 e 2010, houve reajustes anuais sem que isso impedisse o crescimento da economia. “Uma imbecilidade, eu provei, em 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, que o aumento do salário mínimo não causa inflação. Não causa inflação”, declarou em entrevista à Rádio Itatiaia.

O presidente afirmou, ainda, que a política econômica atual mantém a reposição da inflação e acrescenta uma parcela vinculada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Lula também disse que aposentados continuarão recebendo reajustes no piso nacional. “Ninguém vai me fazer, sabe, fazer o pobre pagar o preço de qualquer ajuste fiscal. Ninguém. Porque toda vez que falam ajuste fiscal, é o pobre que paga. E no meu governo não é assim”, enfatizou.

Bolsa Família

Questionado sobre a possibilidade de redução dos programas sociais em um eventual próximo mandato, Lula afirmou que o Bolsa Família continuará existindo enquanto houver brasileiros que dependam do benefício.

O chefe do Executivo destacou que o número de beneficiários teria caído de 22 milhões para 18 milhões, à medida que parte das famílias melhorou de condição econômica e deixou o programa. “Nós caímos de 22 milhões para 18 milhões porque as pessoas que foram melhorando de vida foram saindo do Bolsa Família”, disse.

Lula também afirmou que parte dos trabalhadores que estão atualmente empregados passou pelo programa social. Segundo ele, 80% dos trabalhadores que estão trabalhando hoje seriam pessoas que saíram do Bolsa Família.

Mais Lidas