JUDICIÁRIO

Gilmar ressalta que votou contra interesses de Vorcaro no Supremo

Magistrado encontrou com o dono do Banco Master em abril de 2024, mas votou contra os interesses do Banco Master durante o julgamento

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou, nesta sexta-feira (18), que todas as vezes que atuou em casos de interesse do Master, votou contra a posição que seria favorável ao banco de Daniel Vorcaro. Em abril de 2024, Gilmar recebeu o banqueiro e seus advogados na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em encontro institucional. Na ocasião, o executivo e sua defesa foram tratar do julgamento de uma causa do setor sucroalcooleiro.   
No entanto, apesar de ter recebido os representantes do Master, Gilmar votou, na audiência, contra os interesses de Daniel Vorcaro. O banco tinha participação em bilhões em créditos de precatórios relacionados ao setor. Precatórios são dívidas do governo das quais o Poder Judiciário já mandou pagar. No entanto, os precatórios perderiam valor caso o Supremo não atendesse pedido das empresas para que o governo fosse obrigado a pagar indenizações que estavam sendo reivindicadas.
O encontro com os representantes do Master e de Gilmar teria sido intermediado por Chiquinho Feitosa,empresário, que na época era cunhado do ministro Gilmar Mendes. Em nota, Gilmar afirmou que "não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele (Chiquinho) e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente".
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Na manifestação, Gilmar afirma que recebeu os advogados em ambiente institucional e não em local privado e que apesar da posição contra o Master, o pedido foi aprovado pelos demais ministros. "Na ocasião, tratou-se de causa do setor sucroalcooleiro — ARE 1327995, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que figura como recorrida a Destilaria Alcídia S/A. Nesse processo, julgado pela Segunda Turma em 3 de junho de 2025, o Ministro Gilmar Mendes votou contra os interesses do Banco Master. O voto foi contra o pagamento do precatório, no sentido defendido pela União. Ficou vencido, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. Prevaleceu a posição dos Ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli, favorável à empresa", completa o texto.

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