A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, foi hospitalizada após ser atingida por um tijolo durante um ataque em uma manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite de sábado (24/10).
A parlamentar sofreu ferimentos na cabeça, apresentou sangramento e chegou a perder a consciência. A agressão ocorreu na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado neste domingo (25/10) entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O episódio aconteceu na Avenida Sanitária, após um ato de campanha em defesa da reeleição do petista. Segundo relatos divulgados inicialmente pelo portal Panorama da Bahia, pedras, tijolos e garrafas foram arremessados de um ponto elevado contra os participantes da mobilização. Iara estava sobre um trio elétrico quando foi atingida, sendo necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A parlamentar foi encaminhada ao hospital, onde recebeu medicação e permaneceu em observação para a realização de exames, conforme informou sua assessoria de comunicação. Outras pessoas também foram atingidas durante o ataque, entre elas uma criança, que sofreu uma fratura no braço. O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que participava da manifestação, também foi alvo dos objetos lançados contra o grupo.
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Os relatos iniciais atribuíram as agressões a apoiadores de Flávio Bolsonaro, mas a autoria do ataque ainda não foi confirmada pelas autoridades. A gravidade dos ferimentos provocados na vereadora levantou suspeitas de tentativa de homicídio, embora não haja confirmação de que o episódio esteja sendo investigado com essa classificação.
Parlamentares condenam violência política
Após o ataque, a assessoria de Iara Pimentel divulgou uma nota de repúdio nas redes sociais, na qual confirmou o atendimento hospitalar da vereadora e cobrou providências para esclarecer as agressões. O comunicado também manifestou solidariedade às demais vítimas e agradeceu as mensagens de apoio recebidas.
Ao condenar o episódio, a equipe da parlamentar ressaltou que divergências eleitorais não podem servir de justificativa para agressões contra manifestantes.
"É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões."
O deputado Paulo Guedes também se pronunciou sobre o ocorrido. Em publicação no Instagram, ele manifestou solidariedade à vereadora e às demais pessoas atingidas, além de defender que os responsáveis sejam identificados e punidos.
Na nota, o parlamentar afirmou que a violência ultrapassou os limites da convivência política e não deve ser tolerada, independentemente das posições defendidas pelos participantes.
"Repudio veementemente esses atos de intolerância e cobro a apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos."
As agressões ocorreram poucas horas antes da abertura das urnas para o segundo turno presidencial, em meio à mobilização dos apoiadores dos dois candidatos na reta final da campanha. O episódio provocou manifestações de repúdio à violência política e reforçou as cobranças por uma investigação que esclareça as circunstâncias do ataque e a responsabilidade dos envolvidos.
PT Minas
O Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais (PT-MG) compartilhou a nota de repúdio emitida pela deputada estadual e ex-candidata à Prefeitura de Montes Claros, Leninha (PT). No texto, a parlamentar classificou o ato como "covarde" e cobrou rigor nas investigações.
"A violência não pode ser naturalizada! Hoje, após as manifestações pacíficas em apoio ao presidente Lula em Montes Claros, a vereadora Iara Pimentel e outros manifestantes foram atingidos covardemente com garrafas de vidro, tijolo e entre outros objetos. (...) A nossa cidade, estado e país não podem naturalizar essa violência. Todo o meu apoio e solidariedade a todas as pessoas feridas e atingidas. Cobraremos as devidas providências e investigação desse grave ocorrido."
O que dizem as autoridades
Em nota enviada ao Correio, A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que acompanha a ocorrência e instaurou procedimentos para apurar as agressões.
"A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que acompanha a ocorrência registrada na noite de sábado (24/10), em Montes Claros, envolvendo agressões e arremesso de objetos durante manifestações políticas. Os fatos serão apurados, visando ao esclarecimento das circunstâncias e à identificação dos envolvidos. Outras informações poderão ser divulgadas oportunamente, conforme o avanço dos trabalhos."
