Eleições 2026

CNBB pede diálogo, combate à desigualdade e respeito à democracia aos eleitos em 2026

Em mensagem após o encerramento das eleições, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil defende mandatos voltados ao bem comum e cobra atenção aos mais vulneráveis

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta segunda-feira (26/10), uma mensagem aos eleitos nas eleições de 2026 em que defende o fortalecimento da democracia, o combate às desigualdades sociais e o compromisso dos representantes com o interesse público. No documento, a entidade religiosa também pede rejeição à violência, à intolerância, à desinformação e a todas as formas de discriminação.

Ao cumprimentar os escolhidos pelo voto popular para a Presidência da República, os governos estaduais e do Distrito Federal, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas, a CNBB ressalta que a vitória eleitoral representa uma responsabilidade perante toda a população, inclusive aqueles que votaram em outros candidatos.

“A eleição, contudo, não constitui apenas uma conquista política. Representa, sobretudo, a assunção de uma responsabilidade diante de todo o povo brasileiro, inclusive daqueles que fizeram escolhas diferentes nas urnas”, afirma a mensagem.

A entidade defende que os mandatos sejam conduzidos com espírito democrático, integridade, transparência, diálogo, respeito às instituições e compromisso com a dignidade humana. Segundo a CNBB, o exercício da autoridade pública deve ter como finalidade o serviço ao bem comum, sem se limitar aos interesses de partidos, grupos ou setores específicos.

Combate à pobreza e redução das desigualdades

A mensagem destaca uma série de desafios sociais que, segundo os bispos, exigem responsabilidade compartilhada dos representantes eleitos. Entre as prioridades estão a superação da pobreza e da fome, a redução das desigualdades, a promoção do trabalho digno e a ampliação do acesso à saúde, à educação e à moradia.

O documento também menciona a proteção das famílias, a segurança pública, o cuidado com o meio ambiente e a defesa da vida e da dignidade humana, desde a concepção até o fim natural.

Para a CNBB, o enfrentamento desses problemas depende da implementação de políticas públicas consistentes, do diálogo entre os Poderes e do compromisso com a correta aplicação dos recursos destinados à população.

A entidade também afirma que a política, quando orientada pela justiça e pela caridade, constitui uma forma de serviço à sociedade, especialmente às pessoas que mais precisam da presença e da proteção do Estado.

 

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