O Palácio do Planalto recebeu sem surpresa as informações sobre o acolhimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo governo do presidente argentino Javier Milei, após a derrota do primogênito de Jair Bolsonaro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25/10).
Auxiliares do petista ouvidos pelo Correio avaliam que a aproximação entre o argentino e o candidato derrotado não é novidade e faz parte de um alinhamento político e ideológico construído ao longo dos últimos meses.
Um integrante do alto escalão do Planalto relembrou a participação de Milei no lançamento da candidatura presidencial de Flávio, gesto interpretado à época como uma demonstração pública de apoio ao projeto eleitoral do bolsonarismo.
Na avaliação de interlocutores de Lula, a recepção ao senador representa mais um capítulo dessa relação, marcada pela convergência entre os dois políticos e pela oposição ao atual governo brasileiro.
Nos bastidores, auxiliares do presidente também recordam declarações de Milei consideradas problemáticas pelo governo brasileiro, tanto em relação ao processo eleitoral quanto ao próprio Lula. O argentino adotou uma postura de confronto com o petista e fez manifestações públicas que provocaram desconforto entre integrantes do Executivo brasileiro durante a disputa presidencial.
