O minimalismo dominou as tendências de arquitetura por anos, estabelecendo uma estética baseada em tons neutros, poucos objetos e linhas limpas. O estilo, influenciado por conceitos como o design escandinavo, associou a sofisticação ao branco, bege e à ausência de excessos.
O que começou como uma proposta de simplificação, no entanto, resultou em padronização. Ambientes comerciais, casas e apartamentos passaram a seguir referências semelhantes, muitas vezes sem conexão com a personalidade de seus moradores.
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Em resposta, um movimento que valoriza a individualidade como elemento central de um projeto ganha força. "As pessoas estão começando a questionar se suas casas realmente representam quem elas são. Hoje existe uma busca crescente por ambientes que contém histórias e despertem emoções", afirma a arquiteta Mariana Carvalho.
O maximalismo da nova geração
Diferente do excesso visual dos anos 1980, o maximalismo contemporâneo é uma evolução sofisticada da decoração. A proposta não é acumular objetos, mas construir espaços ricos em significado, onde cores vibrantes, obras de arte e peças artesanais têm papel de destaque.
"Existe um equívoco em associar maximalismo à bagunça. O que vemos hoje são ambientes altamente planejados, onde cada elemento tem uma intenção", explica Mariana. Para ela, o excesso está na presença de identidade, não na quantidade de itens.
A tendência reflete um comportamento observado em outros setores, nos quais cresce a valorização do autoral e do artesanal em contraponto à produção em massa. Tons profundos e combinações ousadas voltam a aparecer em projetos residenciais de alto padrão.
Quando a decoração fala sobre quem somos
A personalização na arquitetura vai além do uso de cores e explora elementos simbólicos. Referências ligadas à espiritualidade e ao autoconhecimento aparecem com mais frequência na decoração, refletindo uma busca por experiências menos padronizadas.
Mariana Carvalho aplicou essa abordagem em seu ambiente na CasaCor Goiás 2026. No projeto, o tarot serviu de inspiração para a criação de sensações e símbolos, em vez de ser um elemento literal.
A arquiteta também aposta em escolhas menos previsíveis para espaços funcionais, como cozinhas em tons de azul bebê e amarelo suave. As paletas pouco convencionais rompem com padrões e reforçam a identidade dos moradores.
"O maior luxo hoje não é seguir uma tendência. É ter coragem de construir um espaço que seja verdadeiramente seu", finaliza a arquiteta.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
