"Pela minha trajetória em eletrônica, telecomunicações e computação, vejo uma semelhança com outras transformações tecnológicas: novos produtos e serviços só conseguem se expandir quando a infraestrutura que está por trás deles também evolui. A inteligência artificial tem características de uma tecnologia de propósito geral, capaz de atingir praticamente todos os setores, mas sua expansão também exige soluções para energia, conectividade e capacidade computacional. Entretanto, a célula a combustível não gera energia do nada. Ela precisa de hidrogênio ou de outro combustível, além de sistemas de produção, armazenamento e distribuição. Por isso, a viabilidade dependerá não apenas do catalisador, mas também do custo, da origem do hidrogênio, da segurança, da escala industrial e da integração com a infraestrutura existente. A pesquisa é promissora, mas ainda não representa uma solução comercial já testada em data centers.
José Pedro Calistro Torres de Miranda, professor universitário e profissional de Tecnologia da Informação, com atuação em Business Intelligence, dados e transformação digital