
O mais recente “Estudo de Orçamentos Hoteleiros 2026”, revelou dados importantes sobre o comportamento do setor e as perspectivas para o que se inicia. Embora o segmento corporativo apresente uma retomada sólida, impulsionando parte significativa da demanda, o avanço das tarifas dinâmicas e uma, não impensável, estagnação das diárias médias visto que este parâmetro foi o que mais cresceu nos últimos três anos, poderão pressionar os resultados do setor agora sem o Perse e diante de novas variáveis como mencionei na coluna da semana passada.
Já o segmento de lazer, que também vem crescendo no mercado brasileiro em especial no segmento luxo, mostra uma retomada mais gradual, porém promissora, impulsionada, pela expansão da malha aérea nacional em direção aos seus principais destinos, um convidativo calendário de feriados em 2026, os badaladíssimos “Workation” ou “Bleisure”, neologismos que unem termos em inglês já incorporados a nosso segmento: Work e Vacation/Business e Leisure. Nesse contexto, em especial nômades digitais combinam trabalho e férias. Uma nova forma de exercer a atividade profissional com mobilidade e intercalando descanso e novas descobertas. A hotelaria agradece!!!
Marca como fator decisivo
Quando lembramos que, somente no Brasil, foram mapeadas cerca de 220 redes hoteleiras conforme estudo que realizei recentemente, muitas delas multimarcas, é tácito concluir que diante de tão vasta malha de opções o viajante acabe atribuindo forte peso na decisão de onde será sua hospedagem com base na relevância da marca do hotel. Executivos em viagens de negócios, e principalmente, famílias em busca de experiências únicas em suas férias consideram cada vez mais este fator diante de um ambiente de tão numerosas possibilidades.
Crescimento do turismo doméstico
Os dados refletem também um movimento crescente no turismo internacional: O viajante estrangeiro vem cada vez mais ao Brasil, foram mais de 9 milhões no ano passado. Já o brasileiro volta a se sentir motivado a investir em viagens ao exterior com base no recuo do câmbio do dólar e boas ofertas de pacotes grande parte deles inclusive mais atraentes do que para destinos domésticos. Nesse cenário, os hotéis apoiados por grandes marcas globais ganham tração e relevância, tanto no Brasil como no exterior.
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“Hotéis de marca oferecem uma conexão imediata com o viajante, especialmente aquele que viaja com frequência. Para o brasileiro, essa identificação é decisiva: ele tende a escolher um Best Western Premier em Maceió, por exemplo, pela confiança e familiaridade com a marca da sua última viagem aos Estados Unidos”, explica Richard Rehwaldt, vice-presidente da BWH Hotels para a América Latina, residente na Cidade do México e que acaba de completar 26 anos de atuação como executivo da Best Western.
No México, um dos três países-sede da Copa do Mundo deste ano, esse movimento já se reflete de forma concreta. “Nossos hotéis aqui registram um aumento expressivo nas buscas e reservas. O viajante, não apenas norte-americano, mas global, já tem um relacionamento conosco e busca a segurança da qualidade e dos padrões que garantimos, além dos benefícios do nosso programa de fidelidade”, acrescenta o executivo. Manter a independência, garantindo reconhecimento alinhado às tendências do setor além do suporte estratégico que as marcas relevantes podem oferecer são excelentes indicativos para donos de hotéis independentes cogitarem está junção de suas operações. Diante de uma demanda crescente, ter uma estratégia clara e bem estruturada é essencial. É nesse ponto que, além do reconhecimento global, que a marca se torna uma vantagem competitiva real frente à concorrência, em especial pela adoção de padrões de serviços e produtos que ajudarão o hóspede a perceber antecipadamente o que receberá durante sua permanência.
Best Western Hotels
A independência continua sendo parte fundamental da filosofia da BWH Hotels, que nasceu da associação de hoteleiros independentes sob a marca Best Western. “Seja em uma hard ou soft brand, nosso foco está na qualidade e nos benefícios, não apenas para o hóspede, mas principalmente para o hoteleiro”, explica Ricardo Manarini, country manager da Best Western Hotels no Brasil. “Trabalhamos com padrões que fortalecem a fidelização do viajante, sem abrir mão da individualidade e autenticidade de cada propriedade e destino”, completa Ricardo que lidera o projeto de expansão no país desde fevereiro de 2022.
A Best Western carrega em seu bojo um total de 19 marcas que vão do econômico ao luxo. No coração de cada uma dessas marcas está o espírito solidário compartilhado por hoteleiros e suas equipes, desenvolvedores além dos próprios hóspedes ao redor do todo o mundo. Seus gestores estão unidos por seu profundo compromisso em oferecer experiências excepcionais e superar as expectativas dos hóspedes a cada estada.
Sobre a BWH® Hotels
A BWH® Hotels é um grupo hoteleiro global fundado em 1946 por M.K. Guertin que, na época, já trazia 23 anos de experiência na hotelaria. Ele vislumbrou criar um elo informal entre vários hoteleiros de forma associativa. Em 1962 foi pioneiro ao estabelecer a primeira central de reservas que atendia todo território americano. Em 1975 desbravou fronteiras chegando a Oceania, no ano seguinte forte expansão ao conectar mais de 100 hotéis no México. Em 1981 uma ação inovadora que conferiu significativa relevância a empresa.
Uma central de reservas via satélite foi estabelecida dentro de uma prisão feminina de segurança mínima em Phoenix (Arizona), onde se situa sua sede até hoje. Essa ideia inovadora, na qual as detentas trabalhavam como agentes de reservas mereceu a conquista de vários prêmios e atraiu a atenção mundial para a Best Western.
Chegada ao Brasil e expansão
Finalmente em 1992 a a BWH® Hotels chegou ao Brasil onde hoje está representada por seis hotéis, são eles:
BW Premier Maceió (AL), BW Shalimar Praia Porto Seguro e BW Salvador Hangar Aeroporto (BA), Majestic Ponta Negra Beach em Natal (RN), BW Suites Le Jardin em Caldas Novas (GO) e o Wanderlust Experience Hotel, este BW Signature Collection situado em Campos do Jordão (SP).
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A empresa composta por três redes: WorldHotelsTM, Best Western® Hotels & Resorts e SureStay® Hotels celebra seus 80 anos de fundação este ano. No total o grupo, desde 2018 sem fins lucrativos e pertencente aos seus franqueados, reúne até o momento aproximadamente 4.300 hotéis* em mais de 100 países, sendo 6 deles na América do Sul: Brasil, Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia. Cada propriedade da BWH® Hotels opera de forma independente e possui administração própria. Hoje o time Brasil está fortemente engajado no desenvolvimento e novos contratos, para isso conta com gestores de reconhecida capacidade e dedicação liderados por Ricardo Manarini como: Cláudia Godoy, Camila Zucoloto, Larissa Vieira, Mateus Jordão além de Karen Schmidt, Sandra Roscito, Viviane Amadei entre outros.
OBS. *Os números são aproximados e podem variar, incluindo hotéis em desenvolvimento.
“A força das marcas e o respeito à singularidade de cada propriedade e destino são a base da hotelaria do futuro, seja com uma marca assinatura, seja ao posicioná-lo entre as principais referências de mercado.”
Maarten Van Sluys (Consultor Estratégico em Hotelaria – MVS Consultoria)
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