
Em 2026, Varginha celebra os 30 anos do episódio que a colocou no mapa mundial da ufologia. O “ET de Varginha” virou símbolo pop e porta de entrada para quem busca saber o que fazer em Varginha. A cidade abraçou a fama com bom humor: do reservatório em forma de nave espacial ao letreiro temático para fotos, o roteiro urbano rende cliques e conversas. Mas, além do mistério que instiga a imaginação, Varginha revela outra força magnética: o café. No coração do Sul de Minas, a região é referência nacional em qualidade, com fazendas abertas à visitação e um circuito vibrante de cafeterias autorais.
Capital do café de qualidade: terroir, torra e experiência
Para quem gosta de experiências autênticas, as visitas às fazendas de café nos arredores são imperdíveis. O ideal é ir na safra (entre maio e setembro), quando dá para acompanhar a colheita, percorrer os terreiros de secagem e entender os diferentes processos — natural, cereja descascado e lavado — que influenciam aroma, corpo e doçura na xícara.
Muitos produtores oferecem sessões de cupping (prova técnica), trilhas leves pelos cafezais ao amanhecer, explicações sobre terroir e sustentabilidade, além de lojinhas com microlotes rastreados. Fora da safra, há torrefações artesanais e laboratórios sensoriais que recebem visitantes mediante agendamento, ótimos para quem quer aprofundar o paladar.
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Cafeterias autorais no centro: métodos, drinks e harmonizações
No centro, o circuito de cafeterias autorais confirma que Varginha não é só origem: é também destino para beber bem. Os cardápios destacam métodos filtrados como V60, Aeropress e Chemex, cold brew em dias quentes e drinks de assinatura que aproximam café e sabores mineiros — pense em combinações com doce de leite, canela, rapadura e frutas da estação. Para acompanhar, clássicos afetivos como pão de queijo quentinho, broas e quitandas fazem a harmonização perfeita. Dica: pergunte pelos grãos de produtores locais e leve um pacote moído na hora para reproduzir a experiência em casa.
O ET e os arredores de Varginha
A cena cultural e gastronômica completa o roteiro. Entre praças arborizadas, feiras e programação de fim de semana, surgem bares com chope artesanal e restaurantes que valorizam ingredientes do entorno. Para famílias, o passeio pelos marcos do “ET de Varginha” rende uma narrativa divertida — e os souvenires temáticos são tradicionais.
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Quem quiser estender a viagem encontra opções de bate-volta que ampliam o leque: São Thomé das Letras com paisagens de quartzito, cachoeiras e clima místico; Três Corações, a cidade do Rei Pelé e a casa onde ele nasceu; Poços de Caldas, Andradas e Caldas, com a recém criada Rota Vulcânica e Capitólio, no Lago de Furnas, para passeios de lancha e mirantes cinematográficos. Todas são bases reconhecidas do turismo no Sul de Minas e combinam bem com um itinerário de 2 a 4 dias.
Chegar é simples: Varginha está conectada pela BR?381 (Fernão Dias) com acessos pela BR?491, o que facilita a ida a partir de São Paulo e Belo Horizonte. O clima ameno favorece o ano todo, mas, para quem busca o “turismo do café”, a safra oferece vivências extras. Reserve com antecedência as visitas às fazendas, confirme horários de cafeterias aos domingos e lembre-se: os melhores lotes esgotam rápido. Na bagagem, além dos grãos, leve o roteiro que une curiosidade, sabor e paisagens — a combinação que define, hoje, o turismo em Varginha.
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