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Aprenda a minimizar danos em caso de perda do passaporte na viagem

Especialista explica quais medidas tomar para recuperar documentos, preservar o visto e evitar prejuízos na imigração

Aprenda a minimizar danos em caso de perda do passaporte na viagem -  (crédito: Uai Turismo)
Aprenda a minimizar danos em caso de perda do passaporte na viagem - (crédito: Uai Turismo)
Aprenda a minimizar danos em caso de perda do passaporte na viagem ((Foto: sarahpassos/pixabay))

Perder o passaporte às vésperas de um embarque ou, pior, durante uma estadia no exterior, é o pesadelo de dez entre dez viajantes. Além do valor emocional e do susto, o documento é o centro de toda a logística internacional, concentrando vistos, autorizações e registros migratórios. Se mal conduzido, o extravio pode não apenas interromper as férias, mas gerar dores de cabeça em futuras admissões em outros países.

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A boa notícia é que o imprevisto tem solução. Segundo especialistas do setor, na maioria dos casos é possível resolver o problema sem perder o planejamento da viagem, desde que o passageiro aja com rapidez e siga os trâmites legais.

“O erro mais comum é o viajante entrar em pânico ou tomar decisões precipitadas. Cada país tem regras específicas, mas há um protocolo básico que, quando seguido, reduz drasticamente o risco de prejuízos maiores”, afirma Marco Lisboa, especialista em assessoria de vistos e CEO da Legale.

Confira abaixo o passo a passo essencial para lidar com a perda do documento sem transformar o imprevisto em um desastre:

1. Registro imediato do Boletim de Ocorrência (B.O.)

Seja no Brasil ou no exterior, o primeiro passo é formalizar a perda ou furto. O B.O. é o documento base exigido tanto pela Polícia Federal quanto por consulados e embaixadas. Sem ele, nenhum órgão oficial dá andamento ao processo de reemissão.

2. Procure o consulado ou embaixada

Para brasileiros em solo estrangeiro, a referência é o consulado ou embaixada do Brasil mais próxima. Dependendo da urgência e do destino, é possível solicitar um passaporte de emergência ou uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), específica para quem precisa voltar ao país de origem imediatamente.

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3. A importância da “nuvem”: cópias digitais

Manter versões digitais do passaporte, vistos e passagens em um e-mail ou armazenamento em nuvem acelera significativamente o atendimento consular. Com os dados em mãos, o agente consegue identificar o viajante com mais facilidade e agilizar o processo de reemissão ou reaproveitamento de informações.

4. Perder o passaporte não significa (sempre) perder o visto

Uma dúvida comum no trade turístico e entre passageiros é sobre a validade dos vistos. “Em países como Estados Unidos e Canadá, o visto continua válido mesmo em um passaporte perdido. O desafio técnico é entender como vinculá-lo a um novo documento ou se será necessária uma nova solicitação”, explica Lisboa.

5. A técnica dos “dois passaportes”

Em situações específicas, o viajante pode portar dois documentos: o novo (válido para identificação) e o antigo (cancelado, mas com o visto legível). Contudo, essa é uma análise que varia por país. Tentar ingressar em uma fronteira sem a orientação correta sobre essa regra pode causar problemas graves na imigração.

6. Comunique companhias aéreas e seguradoras

Assim que o problema ocorrer, avise a companhia aérea e a seguradora. Algumas empresas exigem a atualização imediata dos dados do documento no bilhete. Além disso, bons seguros-viagem oferecem suporte jurídico e auxílio financeiro em casos de perda de documentos, sendo um elo fundamental de segurança.

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7. Planejamento é a melhor prevenção

A prevenção continua sendo o melhor caminho. Antes de embarcar, cadastre-se no site do Itamaraty, conheça as regras migratórias do destino e, se possível, conte com o suporte de profissionais capacitados.

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Uai Turismo
Iolanda Loiola - Uai Turismo
postado em 21/01/2026 18:45
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