
Com as Olimpíadas de Inverno em andamento na Itália, nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, os esportes de neve voltam ao centro das atenções do público mundial — e também do brasileiro, que passa a acompanhar modalidades como esqui alpino, snowboard, bobsled e saltos nórdicos com mais proximidade. Fora das arenas oficiais, esse movimento reacende o interesse por destinos que mantêm vivo o espírito olímpico ao longo de todo o ano, como Park City, nos Estados Unidos, onde a neve de qualidade excepcional, as instalações olímpicas ativas e a infraestrutura turística de alto nível transformam o legado dos jogos em experiência real de viagem.
Park City transforma as Olimpíadas de Inverno em experiência de viagem durante todo o ano
Conhecida mundialmente por ter “a melhor neve do mundo”, Park City, no estado norte-americano de Utah, vai muito além dos esportes olímpicos de inverno. Com legado consolidado nos Jogos de 2002 e confirmada como uma das sedes das Olimpíadas de Inverno de 2034, a cidade se posiciona como um dos destinos de montanha mais completos e acessíveis da América do Norte — e um convite permanente para viver o espírito olímpico fora do calendário oficial.
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Localizada nas montanhas Wasatch, a mais de dois mil metros de altitude, Park City está a apenas 35 minutos do Aeroporto Internacional de Salt Lake City, um dos hubs mais bem conectados do oeste dos Estados Unidos, com mais de 300 voos diretos a partir de cerca de 90 destinos globais. Embora ainda não haja voos diretos do Brasil, as conexões via Atlanta, Dallas, Houston, Miami e Los Angeles tornam o acesso simples e eficiente.
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Essa facilidade se estende à experiência no destino. Em Park City, o carro é dispensável. Transfers conectam o aeroporto aos hotéis e condomínios, enquanto um sistema de ônibus gratuitos — 100% elétricos e com emissão zero de carbono — percorre todos os pontos turísticos da cidade. Até o transporte pode entrar no clima de férias.
Um destino moldado pela neve, pela história e pelo espírito olímpico
A história de Park City começou no século XIX, com a mineração de prata, mas foi a partir de 1946 que a cidade encontrou sua vocação definitiva: o esqui. A combinação entre clima seco, geografia e altitude deu origem a uma neve leve e fofa, tecnicamente perfeita para esportes de inverno — um diferencial tão marcante que se transformou em marca registrada: The Greatest Snow on Earth®.
Esse conjunto levou Park City a sediar cerca de um terço das provas dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, quando Salt Lake City foi a anfitriã. Mais de duas décadas depois, o legado segue vivo. O Utah Olympic Park permanece ativo como centro de treinamento de atletas olímpicos e paralímpicos e, ao mesmo tempo, aberto ao público.
Ali, o visitante pode conhecer museus dedicados à história dos Jogos e, para os mais aventureiros, experimentar uma descida de bobsled na mesma pista usada por atletas de elite. Foi nesse local, inclusive, que a equipe brasileira de bobsled fez história ao conquistar a medalha de ouro na prova de quatro homens da America’s Cup na temporada 2025/2026, reforçando a relevância internacional do parque.
Deer Valley e Park City Mountain: duas estações, dois estilos e padrão olímpico
Park City abriga duas estações de esqui de classe mundial. O Deer Valley Resort, consistentemente classificado entre os melhores da América do Norte, opera com o Ikon Pass e mantém o conceito ski only, com serviço refinado, pistas impecavelmente cuidadas e experiências exclusivas, como o programa “Ski With a Champion”, que conecta visitantes a ex-atletas olímpicos.
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O resort passa por sua maior expansão até agora. A partir da temporada 2025/2026, Deer Valley contará com mais de 200 pistas distribuídas em 1.740 hectares, conectadas por 31 teleféricos, incluindo o novo East Village Express, com capacidade para dez passageiros. A ampliação mais que dobra o terreno esquiável e consolida o resort como referência global em sofisticação e performance.
Já o Park City Mountain, operado com o Epic Pass, é o maior domínio esquiável com acesso por teleférico dos Estados Unidos. Entre seus ícones está o Eagle Superpipe, palco de provas olímpicas e eventos internacionais, hoje aberto ao público. Para a temporada 2025/2026, a grande novidade é a Sunrise Gôndola, que melhora o acesso pelo Canyons Village e eleva hotéis como Pendry Park City, Hyatt Centric e The Lift ao status de ski-in/ski-out.
Hospedagem ski-in/ski-out eleva a experiência nas montanhas de Utah
A oferta de hospedagem acompanha o nível do destino. Em Deer Valley, os Stein Eriksen Lodge e Stein Eriksen Residences são sinônimo de luxo alpino, serviço impecável e vistas privilegiadas para as montanhas.
Já em Park City Mountain, uma das experiências mais desejadas é se hospedar em um apartamento ao lado da pista de esqui no Lift Park City, um condomínio de alto padrão com acesso ski-in/ski-out no coração de Canyons Village — ideal para quem valoriza conforto, privacidade e praticidade.
No total, Park City soma mais de 100 meios de hospedagem e cerca de oito mil leitos, entre hotéis cinco estrelas, redes internacionais, condomínios e casas de temporada, atendendo a diferentes perfis e orçamentos.
Muito além da neve: experiências o ano inteiro
Embora o inverno seja protagonista, Park City é um destino para todas as estações. No frio, além do esqui e do snowboard, há opções como snowmobiling, trenós, caminhadas na neve, patinação no gelo, esqui cross-country e pesca esportiva no gelo. No verão, a cidade se transforma em um paraíso para mountain bike e trilhas, com mais de 700 quilômetros de percursos, além de golfe, pesca e esportes aquáticos.
A cena urbana complementa a experiência. A histórica Main Street concentra boutiques, galerias de arte e restaurantes, enquanto um outlet com mais de 60 marcas atrai quem gosta de compras. A cidade também se consolidou como polo cultural e audiovisual. A Mountainhead House, escolhida como cenário da produção Mountainhead, da HBO, tornou-se um novo ícone arquitetônico local e está disponível para locação de luxo.
Gastronomia, destilarias e identidade local
Com mais de 150 bares e restaurantes, Park City oferece uma gastronomia diversa, que vai das fondues clássicas às cozinhas asiática, contemporânea e comfort food americana, com atenção especial a menus vegetarianos, veganos e sem glúten.
Destaque também para a cena de destilarias artesanais. A Alpine Distilling se tornou uma das experiências mais interessantes fora das pistas, com visitas guiadas e a possibilidade de acompanhar o processo de produção de gin ao lado da especialista em destilaria Sara Sergent — uma imersão sensorial que conecta território, técnica e identidade local.
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Sustentabilidade como modo de vida
Mais do que um discurso, a sustentabilidade é parte do cotidiano em Park City. A cidade estabeleceu a meta de operar com energia 100% renovável e atingir a neutralidade de carbono até 2030. Projetos de economia circular, proteção de ecossistemas, corredores de vida selvagem e transporte limpo fazem do destino um verdadeiro laboratório vivo de turismo regenerativo.
Onde o espírito olímpico encontra o viajante
Enquanto os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 devem ampliar o interesse dos brasileiros pelos esportes de neve, Park City se apresenta como um destino onde o legado olímpico pode ser vivido na prática — sem esperar quatro anos.
Por lá, o esporte não é apenas espetáculo: é experiência. Seja descendo uma pista olímpica, explorando instalações históricas ou simplesmente absorvendo o estilo de vida das montanhas, Park City mostra que os Jogos podem acabar, mas o espírito olímpico permanece ativo, acessível e surpreendentemente próximo.
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