
O conceito de viajar mudou. Para uma nova geração de exploradores, o luxo não está mais apenas em hotéis cinco estrelas com mármore e ouro, mas na exclusividade de vivenciar um destino autêntico, longe das multidões e dos roteiros pré-fabricados. Esta busca por experiências genuínas reflete uma mudança de comportamento onde o tempo, a conexão com a cultura local e o cuidado com os detalhes tornaram-se as moedas mais valiosas.
Em 2026, o foco no bem-estar e em atrações que explorem os detalhes, levam o turista a ir além do óbvio, fugindo dos roteiros automáticos e dos cartões-postais saturados. Gabriel Leite, fundador da agência-boutique Singular Luxury Travel, observa que o viajante contemporâneo quer ser surpreendido pelo novo, procurando por destinos que ainda preservam autenticidade, em que é possível vivenciar o luxo com profundidade.
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5 destinos que ainda não estão no radar dos brasileiros:
Omã
Por séculos, o Omã foi um dos principais e grandes centros da rota do incenso, conectando a Península Arábica à África e Ásia. Ao explorar o país, essa herança é percebida através das fortalezas restauradas, arquitetura que evita ostentação e mercados aromáticos. No interior do país, cânions impressionantes e o maciço de Jebel Akhdar criam cenários inesperados para a região. No litoral, praias pouco exploradas encantam com águas cristalinas, areia clara e formações rochosas que contrastam com o deserto ao fundo.
Além de reunir autenticidade cultural, paisagens ainda preservadas, o Omã também vem se consolidando na hotelaria de alto padrão com propriedades que combinam arquitetura integrada à paisagem, serviço altamente personalizado e experiências que valorizam a cultura local, destaca Gabriel.
Eslovênia
Pequena em território, mas diversa em paisagens, a Eslovênia é um destino completo que reúne Alpes, lagos glaciais, vinhedos, cavernas e um curto, porém charmoso, litoral no Mar Adriático. Com uma escala compacta de duas horas de travessia entre os Alpes e o Adriático, o roteiro pode ser bem variado, desde manhãs ao redor do Lago Bled a degustações em vinícolas e jantares conduzidos por chefs estrelados que ajudaram a reposicionar a gastronomia local no cenário europeu.
Para Gabriel, a Eslovênia é um destino que surpreende pela diversidade em um território compacto, onde natureza preservada, gastronomia autoral e turismo sustentável andam lado a lado e fogem do óbvio. Podemos dizer que a capital, Liubliana, traduz bem esse espírito do país, com arquitetura charmosa, vida cultural ativa e uma atmosfera jovem que equilibra sofisticação e autenticidade.
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Ilhas Faroé
Composto por 18 ilhas vulcânicas, as Ilhas Faroé são um arquipélago autônomo conhecido por suas paisagens dramáticas, falésias e clima subártico marítimo ao norte da Europa. Durante boa parte do Século XX, o destino passou um bom tempo isolado devido às condições climáticas severas. Atualmente, seu acesso ainda é controlado, refletindo diretamente na experiência de quem as visita.
Para visitar esse destino é preciso de uma logística afiada e tolerância à imprevisibilidade do clima. Sua cena gastronômica é voltada para técnicas ancestrais de conservação. No entanto, quem optar em conhecer as Ilhas Faroé vai se deparar com algo difícil de replicar, aquela sensação clara de distância do mundo, algo muito exclusivo e único no mundo, afirma Gabriel.
Montenegro
Montenegro tem surpreendido muitos viajantes que, sem querer, acabam passando por lá e fugindo do óbvio. A Baía de Kotor reúne influência veneziana, igrejas medievais e pequenas vilas que preservam ritmo próprio. Por ali, é comum ver iates cruzando lentamente a baía ao entardecer, enquanto o interior do país revela mosteiros ortodoxos e parques nacionais incríveis, mas ainda pouco visitados.
Em Montenegro, hotéis e marinas elevaram o padrão de conforto sem alterar de forma radical a verdadeira essência local. A escolha do endereço é determinante para perceber o país de forma autêntica, indo muito além do verão europeu.
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Dolomitas
Situadas no nordeste da Itália, as Dolomitas fazem parte dos impressionantes Alpes Italianos e estendem-se pelas regiões de Trentino-Alto Ádige. Patrimônio natural protegido, elas são conhecidas por abrigar formações rochosas que mudam de cor com o passar do dia. Fora do óbvio das áreas mais fotografadas, é possível encontrar vales discretos que mantêm tradições ladinas, uma rica cultura alpina e uma gastronomia curiosa que mescla influências italianas e austro-húngaras.
Além das paisagens encantadoras, a região é uma ótima pedida para quem pratica esportes. Durante o inverno europeu, há diversas pistas interligadas e estrutura sólida para a prática do esqui e snowboard. No verão, trilhas técnicas, vias ferratas e ciclismo em rotas desafiadoras entram em destaque. Caminhadas guiadas, almoços em refúgios históricos e SPAS voltados à recuperação física completam a rotina de montanha, perfeito para quem quer equilíbrio entre desempenho e contemplação, finaliza Gabriel.
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