Cultura

Territórios e comunidades, por meio do turismo, dão novo valor ao interior Brasileiro!

Entenda como o turismo de base comunitária, a mineração responsável, a cultura local e práticas ESG, reposicionam o interior do Brasil como destinos competitivos, sustentáveis e cheios de identidade.

Territórios e comunidades, por meio do turismo, dão novo valor ao interior Brasileiro! -  (crédito: Uai Turismo)
Territórios e comunidades, por meio do turismo, dão novo valor ao interior Brasileiro! - (crédito: Uai Turismo)
Territórios e comunidades, por meio do turismo, dão novo valor ao interior Brasileiro! (Bordados de Serra Pelada (Foto: Acervo Serra Pelada Produções))

Há um movimento silencioso, porém potente, em curso no Brasil. Ele não nasce nas capitais, tampouco nos grandes centros consolidados do turismo tradicional. Surge nos distritos, nas comunidades rurais, nos territórios onde o tempo ainda conversa a história com a memória e onde o modo de vida preserva saberes que o mundo urbano começa, aos poucos, a redescobrir.

É nesse Brasil profundo que iniciativas como a Rota Turística Jaguara, em Minas Gerais, e o roteiro Novo Ouro de Serra Pelada, no Pará, revelam um novo caminho possível para o desenvolvimento local. Um caminho que não passa pela substituição de vocações, mas pela valorização daquilo que já existe, a cultura, a paisagem, a história, a cozinha, o jeito peculiar de receber.

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O que se observa nesses territórios é a transformação do cotidiano em experiências. Aquilo que antes era visto como simples rotina, o preparo de um prato tradicional, a lida com a terra, uma festa religiosa, uma trilha pouco explorada, por exemplo, passa a ser compreendido como ativo econômico, cultural e turístico.

E não se trata de artificializar a realidade, mas de organizá-la, qualificá-la e apresentá-la ao mundo com respeito, valor e autenticidade.

O papel das empresas na transformação dos territórios

Essa virada de chave não acontece por acaso, ela é fruto de articulação. E, nesse contexto, ganha destaque o papel das parcerias corporativas, especialmente em territórios marcados pela presença da mineração, como o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, e a região de Carajás, no Pará.

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Historicamente, a mineração sempre carregou consigo o desafio da transitoriedade econômica e dos impactos territoriais. Hoje, no entanto, observa-se um amadurecimento desse setor, que passa a compreender que seu legado precisa ir além da extração mineral.

É nesse ponto que as parcerias com comunidades se tornam estratégicas, não como ação pontual, mas como investimentos estruturantes. Ao apoiar iniciativas de turismo de base comunitária, essas empresas contribuem diretamente para a diversificação econômica dos territórios. Mais do que isso, ajudam a criar condições para que as comunidades se tornem protagonistas do próprio desenvolvimento.

A qualificação de fornecedores locais, a formação de competências, o estímulo à formalização de pequenos negócios, a organização e compreensão da força das cadeias produtivas do setor e o fortalecimento das governanças locais são exemplos concretos de como esse processo se materializa.

ESG na prática, sustentabilidade, identidade e governança como pilares da atividade turística

Mas há um elemento que costura e qualifica todas essas ações e que precisam ser evidenciadas, as práticas ESG.

Falar de ESG nesse contexto não é aderir a uma tendência corporativa, mas assumir um compromisso real com a sustentabilidade dos territórios. No campo ambiental, isso significa respeitar a capacidade de carga dos destinos, preservar recursos naturais, orientar o uso consciente das áreas e garantir que o turismo não se torne predatório.

No campo social, implica valorizar o modo de vida das comunidades, proteger suas identidades culturais e assegurar que os benefícios gerados sejam, de fato, distribuídos localmente. Já na governança, exige transparência, participação e organização, elementos essenciais para a perenidade das iniciativas. Quando bem aplicadas, essas práticas elevam o padrão do que é ofertado e isso é determinante em um mercado turístico cada vez mais exigente e competitivo.

O turista contemporâneo, especialmente o internacional, não busca apenas paisagens bonitas, ele quer vivências autênticas, histórias verdadeiras, conexões humanas e, sobretudo, destinos que estejam alinhados com valores de sustentabilidade e responsabilidade.

É justamente aí que o Brasil encontra uma de suas maiores oportunidades.

Jardins do Doutor (Foto: Acervo Rota Turística Jaguara)

Um Brasil cultural evidenciando destinos que emergem com identidade e propósito

Ao estruturar roteiros como a Rota Jaguara e Serra Pelada, o país não apenas amplia sua oferta turística, mas reposiciona sua imagem no cenário global. Sai de uma lógica baseada apenas em grandes ícones e passa a apresentar ao mundo uma diversidade de experiências que têm alma, identidade e propósito.

Talvez esse seja o maior valor dessas iniciativas, elas mostram que o desenvolvimento não precisa apagar a cultura para acontecer, pelo contrário, ele pode e deve nascer dela.

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Quando as comunidades compreendem o valor do que são e do que sabem, e quando encontram parceiros dispostos a potencializar esse valor com responsabilidade, o resultado vai além do aumento do fluxo turístico, o que se constrói é dignidade, pertencimento e futuro.

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas o turismo, mas a capacidade de transformar território em oportunidade, tradição em ativo e presença em legado. E nisso, o Brasil, quando olha para dentro, descobre que tem muito a oferecer ao mundo.

Você já conhece os dois destinos apresentados no conteúdo de hoje? Se não, está perdendo tempo. Pé na estrada e vá conhecer as maravilhas culturais escondidas no interior do Brasil.

Até a próxima.

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Uai Turismo
Ubiraney Silva - Uai Turismo
postado em 18/04/2026 06:17
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