
Uma nova tendência vem redesenhando o mapa das viagens entre brasileiros: a busca por destinos de inverno fora do radar. De acordo com dados da plataforma Skyscanner, 81% dos viajantes afirmam ter mais interesse em conhecer lugares que ainda não foram explorados por amigos ou compartilhados nas redes sociais. Ao mesmo tempo, 84% dizem priorizar roteiros menos convencionais, longe dos destinos turísticos mais tradicionais.
O movimento reflete uma mudança no perfil do turista, cada vez mais interessado em experiências autênticas e personalizadas. Além disso, fatores como custo, flexibilidade e diferenciação passaram a ter peso decisivo no planejamento das viagens, especialmente para a temporada de inverno de 2026.
Chile lidera, mas alternativas ganham força
Enquanto 43% dos brasileiros ainda estão pesquisando opções para viajar no inverno, o Chile desponta como um dos destinos mais procurados. A capital Santiago segue como principal porta de entrada, impulsionada pela proximidade com estações de esqui e paisagens nevadas.
No entanto, o aumento de preços e o excesso de turistas têm levado viajantes a explorar regiões menos movimentadas, como a Patagônia Chilena. O destino atrai principalmente quem busca tranquilidade perfil que representa 54% dos entrevistados e oferece acesso por cidades como Balmaceda, Punta Arenas e Puerto Natales.
Destinos nacionais e internacionais mais buscados
Entre os destinos mais populares para o inverno de 2026, aparecem tanto opções internacionais quanto cidades brasileiras. No cenário doméstico, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife seguem em alta, especialmente entre quem prefere fugir do frio.
No exterior, além de Santiago, destinos como Buenos Aires, San Carlos de Bariloche, Lisboa, Madrid e Orlando figuram entre os mais buscados.
Menos óbvios, mais desejados: os destinos fora do radar convencional
A tendência de explorar destinos fora do radar também impulsiona cidades menos tradicionais. Um exemplo é Rosário, que tem atraído turistas em busca de uma experiência mais tranquila do que a oferecida por Buenos Aires. Com clima semelhante ao sul do Brasil durante o inverno, o destino se destaca pela gastronomia e pela cultura local.
Outros destinos que aparecem como alternativas incluem Santo Domingo, Salt Lake City e cidades brasileiras menos exploradas como Uberaba, Pelotas e Dourados.
Custo-benefício e planejamento estratégico
O fator econômico também ganha protagonismo no planejamento das viagens. Segundo o levantamento, destinos com melhor custo-benefício tendem a liderar as buscas, evidenciando um consumidor mais atento aos preços e às oportunidades.
Entre as estratégias adotadas pelos viajantes, estão a combinação de múltiplos destinos em uma única viagem e a escolha por hospedagens mais econômicas. Além disso, agosto surge como o período mais vantajoso para viajar, com passagens aéreas mais baratas comportamento alinhado aos 40% dos turistas que preferem a baixa temporada.
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Tendência deve se consolidar
A expectativa é que o interesse por destinos menos óbvios continue crescendo nas próximas temporadas. Com maior acesso à informação e uso de ferramentas de comparação de preços, os viajantes estão mais estratégicos desde a escolha do destino até o momento ideal para reservar.
Monitorar preços em tempo real e manter flexibilidade nas datas pode fazer toda a diferença para encontrar boas ofertas, afirma Isla dos Santos, especialista em viagens do Skyscanner.
Diante desse cenário, viajar deixa de ser apenas deslocamento e passa a ser uma curadoria de experiências cada vez mais autênticas, conscientes e fora do radar.
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