
Ganhar na loteria pode mudar completamente a relação de uma pessoa com o dinheiro e também com as viagens. O próximo sorteio da Powerball, uma das principais loterias dos Estados Unidos famosa por acumular prêmios bilionários, está estimado em US$ 298 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 1,53 bilhão na cotação atual.
O prêmio acumulou depois que ninguém acertou os seis números do sorteio de quarta-feira (16): 2, 21, 24, 25, 64 e 7. O próximo concurso será realizado no sábado (19).
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A cifra chama atenção não apenas pelo tamanho do prêmio, mas também pelo que ela representa no universo do turismo de luxo. Afinal, o que seria possível fazer pelo mundo com R$ 1,5 bilhão?
A resposta envolve ilhas particulares, jatos executivos, hotéis com diárias de centenas de milhares de reais, expedições internacionais e experiências gastronômicas que custam mais do que muitas viagens completas.
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Uma noite de quase R$ 600 mil em Nova York
Em uma viagem desse tamanho, o problema provavelmente não seria encontrar onde dormir.
O The Mark Penthouse, no The Mark Hotel, em Nova York, aparece no Guinness World Records com uma tarifa publicada de US$ 114.767 por noite, valor que inclui impostos e café da manhã.
Na cotação aproximada de R$ 5,15, seriam cerca de R$ 591 mil por apenas uma noite. A suíte ocupa o topo do edifício e tem cinco quartos, seis banheiros, academia privativa, biblioteca, terraço e espaço para eventos.
Com uma fortuna de R$ 1,5 bilhão, seria possível passar temporadas inteiras em hospedagens desse tipo, embora provavelmente fosse necessário estabelecer algum limite para não transformar o prêmio inteiro em diárias.
Uma volta ao mundo em jato particular
Para quem não quer apenas chegar aos destinos, mas transformar o próprio deslocamento em experiência, existem expedições ao redor do mundo realizadas em jatos particulares.
A TCS World Travel oferece uma viagem de 25 dias, com passagem por 11 destinos e atrações como Machu Picchu, Ilha de Páscoa, Taiti, Grande Barreira de Corais, Angkor Wat, Taj Mahal e Maasai Mara.
O roteiro anunciado para novembro de 2026 custa US$ 175 mil por pessoa, ou aproximadamente R$ 901 mil na cotação utilizada nesta reportagem.
É o tipo de viagem em que o passageiro praticamente transforma o planeta em um roteiro privado, com equipe de apoio, chef, especialistas e profissionais acompanhando a expedição.
E se o destino fosse uma ilha particular?
Nas Maldivas, a ideia de hospedagem exclusiva ganha outra dimensão.
O arquipélago reúne resorts formados por ilhas e vilas privadas, algumas com acesso restrito e serviço personalizado. No Soneva Secret, por exemplo, existe uma modalidade chamada Soneva Unlimited, anunciada a US$ 1.250 por adulto por noite, além da acomodação.
O pacote inclui alimentação, bebidas, tratamentos de spa e determinadas experiências durante a estadia.
Para quem acabou de ganhar uma fortuna, seria possível combinar alguns dias nas Maldivas com uma temporada na Polinésia Francesa, outra na África e depois seguir para a Europa ou a Ásia.
Até um hambúrguer pode entrar no roteiro
O turismo de luxo não se resume a hotéis. Há experiências gastronômicas que também impressionam pelo preço. Um exemplo é o Golden Boy, criado pelo chef Robbert Jan de Veen, nos Países Baixos.
O hambúrguer entrou para o Guinness World Records com preço de 5 mil, valor que, convertido para reais, ultrapassa R$ 30 mil.
A receita reúne ingredientes como wagyu japonês, caviar, trufa branca e presunto ibérico, além de elementos comestíveis de ouro.
Para quem tem R$ 1,5 bilhão disponível, o curioso talvez seja menos o preço do sanduíche e mais a possibilidade de viajar até outro país especificamente para experimentar uma comida que custa dezenas de milhares de reais.
O dinheiro também compra experiências
Uma fortuna desse tamanho permitiria ainda montar uma coleção de experiências pelo mundo: safáris privativos na África, hotéis em regiões remotas, expedições polares, cruzeiros de luxo, passeios de helicóptero, mergulhos exclusivos e temporadas em destinos como Maldivas, Taiti, Dubai, Nova York, Japão e Suíça.
Nesse universo, a viagem deixa de ser apenas uma questão de deslocamento e hospedagem.
O verdadeiro produto do chamado turismo de ultraluxo passa a ser a exclusividade: viajar quando quiser, permanecer onde poucos conseguem chegar e transformar experiências normalmente raras em parte da rotina.
Quanto custa brincar de turismo de ultraluxo?
Alguns exemplos ajudam a dimensionar o tamanho da fortuna:
| Experiência | Valor aproximado |
|---|---|
| The Mark Penthouse, Nova York 1 noite | R$ 591 mil |
| Volta ao mundo em jato particular por pessoa | R$ 901 mil |
| Soneva Unlimited por adulto/noite | R$ 6,4 mil, além da acomodação |
| Golden Boy hambúrguer mais caro registrado | mais de R$ 30 mil |
Valores convertidos aproximadamente para reais e sujeitos à variação cambial, datas, disponibilidade, impostos e condições de cada serviço.
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O prêmio seria realmente de R$ 1,5 bilhão?
Há uma diferença importante na forma como a Powerball anuncia seus grandes prêmios.
Os US$ 298 milhões previstos para o sorteio de sábado correspondem à opção de recebimento em forma de anuidade. Para quem escolhe receber o valor à vista, a estimativa oficial é de US$ 126,6 milhões. Os dois valores são divulgados antes dos impostos.
Por isso, os cerca de R$ 1,5 bilhão usados como referência nesta reportagem representam a conversão aproximada do jackpot anunciado, e não necessariamente o valor líquido que um eventual ganhador teria disponível para gastar em viagens.
O mundo como destino
Uma fortuna de R$ 1,5 bilhão pode parecer uma cifra difícil de imaginar, mas o turismo de ultraluxo ajuda a transformar esse número em experiências concretas: dormir em uma suíte milionária em Nova York, cruzar continentes em um jato particular, passar alguns dias em uma ilha nas Maldivas ou viajar em busca de sabores que custam milhares de reais.
Mais do que conhecer lugares, seria possível escolher como viajar, onde ficar e quais experiências viver, transformando destinos conhecidos em roteiros completamente personalizados.
No fim, talvez a pergunta mais interessante não seja quanto seria possível gastar, mas qual seria o primeiro destino escolhido para começar uma viagem ao redor do mundo com R$ 1,5 bilhão no bolso.
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