A fruta do milagre, originária da África Ocidental, tem cada vez mais conquistado a atenção dos brasileiros pela peculiaridade gastronômica. Com um tamanho pequeno e coloração avermelhada, ela tem a capacidade de alterar o paladar humano temporariamente
Reprodução/AsplantasEsse efeito curioso se deve à presença de uma proteína chamada miraculina que, ao ser consumida, se conecta com as papilas gustativas presentes na língua e altera temporariamente o modo como o cérebro interpreta sabores ácidos e amargos. A alteração faz com que alimentos como limão fiquem com um sabor adocicado entre 30 minutos e duas horas
ReproduçãoA nutricionista do Centro de Nefrologia e Diálise do Hospital Sírio Libanês Nathalia Giugliano aponta que, ao entrar em contato em ambiente ácido, a miraculina sofre uma alteração estrutural que ativa instantaneamente os receptores de sabores doce na língua, gerando uma reação química e transmitindo essa mensagem ao cérebro
Youtube/Vida VerdeUm possível uso medicinal para a fruta está relacionado à redução do consumo de açúcar. Ao permitir que alimentos ácidos e azedos fiquem com sabores adocicados, a fruta poderia ajudar pessoas que querem diminuir a ingestão de açúcares refinados e até pacientes com diabetes
Canva/Creative CommonsNo entanto, por ainda existirem muito poucos estudos sobre a fruta, ainda não se pode garantir efeitos terapêuticos provenientes do alimento
Tik Tok/ReproduçãoA nutricionista acende o alerta também para alguns pontos. 'O consumo deve restringir-se exclusivamente à polpa da fruta e o caroço deve ser obrigatoriamente descartado.' Ela explica que, ao ser mastigado ou engolido, o caroço da fruta do milagre pode causar graves irritações na mucosa da boca e faringe
Pexels/ReproduçãoNo Brasil, ainda é difícil comprar a fruta do milagre, pois o produto está presente apenas entre produtores especializados. A planta do milagre é muito usada também como objeto de decoração. Por ser um arbusto relativamente pequeno cheio de frutinhas, ela acaba se tornando uma boa opção de planta para interiores e espaços limitados
Quang Nguyen Vinh/Pexels*Estagiário sob supervisão de Paulo Leite
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