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Depois de protestos, Reino Unido mira proibir revenda superfaturada de ingressos


Após protestos de nomes como Dua Lipa, Radiohead e Coldplay, o Reino Unido pretende proibir a revenda de ingressos com fins lucrativos. De acordo com o 'The Guardian', o governo quer barrar a venda de bilhetes por um preço superior ao da compra.

Por Flipar
flickr Raph_PH

Nesse sentido, as plataformas de revenda poderão cobrar taxas adicionais sobre esse preço, mas estes custos também serão limitados. O foco, então, é garantir que não possam ser inflacionados artificialmente.

@radiohead

Ainda de acordo com o jornal, a proibição também quer abranger as redes sociais, que, segundo plataformas de revenda, ofereceriam ingressos não regulamentados e potencialmente fraudulentos.

Instagram @dualipa

Além disso, qualquer pessoa que revenda um ingresso também estará proibida de oferecer mais ingressos do que aqueles que poderia ter adquirido dentro dos limites da bilheteria original.

Retorno do Oasis - Reprodução do Instagram @oasis

Afinal, astros como Dua Lipa e as bandas Coldplay e Iron Maiden cobraram ações do governo contra sites de revenda de ingressos, como Viagogo e StubHub.

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Ainda segundo o periódico 'The Guardian', o governo analisa a possibilidade de fixar um limite entre zero e 30% acima do valor nominal do ingresso.

Instagram @dualipa

Por outro lado, as empresas de revenda secundária têm feito forte lobby contra a proposta, pois alegam que ela aumentaria os riscos de fraude.

kudumomo wikimedia commons

Os artistas afirmam que um teto rígido ajudaria a “corrigir aspectos do mercado de revenda secundária extorsivo e pernicioso que beneficia os cambistas'.

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Além disso, eles entendem que os cambistas apresentam práticas exploratórias que 'impedem que fãs genuínos tenham acesso à música, ao teatro e aos esportes que amam”.

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Práticas de cambistas do Reino Unido 'conseguem abocanhar grandes quantidades de ingressos e revendê-los com lucros exorbitantes em sites como Viagogo e StubHub'.

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Em alguns casos, segundo o jornal, bots e softwares especializados são usados para maximizar o número de ingressos obtidos, o que já levou a processos judiciais e prisões.

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Entre os artistas que assinaram o documento, estão Radiohead, Johnny Marr, Robert Smith, Sam Fender, Nick Cave & the Bad Seeds, PJ Harvey, Nick Mason, baterista do Pink Floyd, Mogwai e New Order.

Retorno do Oasis - Reprodução do Instagram @oasis

'Durante muito tempo, algumas plataformas permitiram que revendedores comprassem ingressos em grandes quantidades e depois os revendessem a preços exorbitantes', escreveram os artistas

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Para eles, esta prática comercial 'mina a confiança no setor de entretenimento ao vivo e compromete os esforços de artistas e organizadores para tornar seus eventos acessíveis'.

Reprodução Instagram Coldplay

Assim, um estudo da associação 'Which?' revelou que alguns ingressos para o show do Oasis deste ano, em Wembley, foram oferecidos a preços de até 4.442 libras, cerca de R$ 30,8 mil, na cotação atual.

Retorno do Oasis - Reprodução do X @oasis

Vale lembrar que, em 2021, a Irlanda proibiu a revenda de ingressos. Isso ocorreu tanto para competições esportivas como shows.

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