Pelo contrário: o chihuahua costuma ser destemido, curioso e cheio de atitude, muitas vezes encarando cães muito maiores sem qualquer sinal de medo.
Criado originalmente no México, no século XIX, como um cão de companhia, recebeu esse nome em homenagem ao estado mexicano onde surgiram seus primeiros exemplares.
A raça possui duas variações principais de pelagem: pelo curto, mais comum, e pelo longo, que apresenta fios levemente ondulados e aparência mais volumosa. Há quem defenda que o chihuahua de pelo longo surgiu a partir de cruzamentos com raças como yorkshire e papillon, embora isso não seja consenso.
Independentemente do tipo de pelo, o charme é inegável. As cores mais frequentes são fulvo, dourado e branco com dourado, mas diversas outras combinações são aceitas oficialmente. Apesar da aparência delicada, o chihuahua costuma ser ativo, atento e bastante vigilante.
Seu latido é forte e característico, chamando atenção mesmo à distância. Por isso, é comum que seja considerado um pequeno cão de guarda, sempre pronto para alertar os tutores sobre qualquer barulho ou movimentação diferente.
Essa postura vigilante se mistura com uma personalidade leal e apegada aos humanos, o que faz com que muitos chihuahuas sejam extremamente protetores com seus donos e desconfiados com estranhos.
A convivência com pessoas e outros animais tende a ser positiva, desde que haja socialização desde cedo. No entanto, é preciso cuidado especial com crianças e brincadeiras mais agitadas, já que o tamanho reduzido torna o chihuahua mais vulnerável a acidentes.
Quando se sente ameaçado ou inseguro, ele pode reagir de forma agressiva, não por maldade, mas por medo. Saber reconhecer sinais de estresse e respeitar seus limites é essencial para uma relação equilibrada.
Mesmo sendo um cão exclusivamente de companhia, o chihuahua aprende rápido. Comandos básicos, o local correto para fazer as necessidades e a rotina da casa costumam ser assimilados com facilidade. Ainda assim, muitos tutores acabam deixando de investir em adestramento por acharem desnecessário.
Esse é um erro comum. Estimular a educação, a socialização e a independência ajuda a evitar comportamentos problemáticos, como excesso de latidos, possessividade ou ansiedade.
Em termos de saúde, o chihuahua é conhecido pela alta longevidade. Não é raro que viva até 20 anos, desde que receba acompanhamento veterinário adequado. No entanto, a raça pode apresentar algumas condições que exigem atenção, como problemas cardíacos, oculares, luxação de patela e, em casos mais raros, hidrocefalia.
Além disso, são extremamente sensíveis ao frio, podendo tremer e passar mal quando expostos a baixas temperaturas ou situações de estresse. Por isso, manter o pet aquecido e em ambientes confortáveis é fundamental.
Cuidados diários também fazem diferença na qualidade de vida do chihuahua. Muitos apresentam manchas causadas por excesso de lágrimas, que podem ser amenizadas com higienizações frequentes e produtos específicos.
A saúde bucal merece atenção redobrada, já que o acúmulo de tártaro é comum e pode causar mau hálito e doenças mais graves. Escovar os dentes regularmente ou realizar limpezas profissionais ajuda a evitar esses problemas.
No fim das contas, o chihuahua é um cão intenso, cheio de energia, personalidade forte e extrema devoção aos seus tutores. Quem convive com um rapidamente entende que tamanho realmente não define importância, presença ou amor.