Por décadas, acreditou-se que o som indicaria desgaste das articulações. Essa ideia passou de geração em geração sem base científica sólida. Muita gente se sente bem estalando dedos e acha que isso até relaxA.
O “estalo” ocorre quando bolhas de gás se formam no líquido sinovial. Ao mudar a pressão dentro da articulação, elas colapsam e produzem o som. O processo não envolve atrito direto entre ossos. Portanto, não há dano estrutural imediato nas articulações.
O problema é que dependendo do caso a pessoa pode acabar sentindo incômodo ou dor. Mas não há relação comprovadamente direta com alguma doença mais grave.
Estudos observacionais acompanharam pessoas que estalam os dedos por anos. Não foi encontrada maior incidência de artrite nesses grupos.
Um caso famoso acompanhou um médico que estalava os dedos de apenas uma mão. Após décadas, não houve diferença entre as mãos.
A artrite tem causas multifatoriais, como genética, idade e inflamação crÎnica. Há também influência de sobrecarga e lesões repetidas.
O hábito, por si só, não altera cartilagens nem acelera degeneração. Assim, não é considerado fator de risco para artrite.
No entanto, estalar os dedos com força excessiva pode causar desconforto. Em casos raros, pode haver distensão de ligamentos.
Algumas pessoas relatam inchaço ou sensibilidade após o estalo frequente. Esses sintomas costumam ser leves e temporários.
Especialistas em ortopedia e reumatologia reforçam: não há ligação comprovada com artrite. A ciência atual sustenta que é um mito.
Se houver dor persistente nas mãos, a causa deve ser investigada. Pode envolver tendinites, inflamações ou esforço repetitivo.
Manter articulações saudáveis depende mais de exercícios e postura. Alimentação equilibrada e controle do peso também ajudam.
Em resumo, estalar os dedos não causa artrite. O alerta popular é um mito, embora a moderação continue sendo prudente.